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Sorte no amor: por que não tenho?

Não existe matéria-prima mais fértil para a ficção. É dos caminhos e descaminhos do amor, dos relacionamentos, que sempre viveram e vivem a literatura, a música, o teatro, o cinema, a televisão.

O que move a gente, o que nos faz felizes e, ao mesmo tempo, nos angustia tanto. O que mais rende conversa na mesa do bar, do café, do restaurante. O que nos leva a lotar o aplicativo de mensagens dos melhores amigos com desabafos. Haja babado e confusão, afinal de contas.

Todo mundo quer saber: por que eu não consigo arrumar um parceiro (ou uma parceira) que preste? Por que não tenho sorte no amor? Será dedo podre para homem ou mulher? Por que a grama dos vizinhos, apaixonados e juntos há 20 anos, pais de um casal de filhos e donos de um labrador, sempre parece ser mais verde do que a minha? O que há de errado comigo?

Por questões culturais, as mulheres sofrem mais pressão para estarem acompanhadas. Homens solteiros são tidos como difíceis de conquistar, lobos solitários, espíritos livres que não se pode acorrentar. Já as mulheres que optam por viver sem ninguém mais além delas em casa são, aos olhos de tanta gente, aquelas que ninguém escolheu, que homem nenhum quis ter como parceira. Uma lógica de pensamento antiga, patriarcal, machista e que, infelizmente, está longe de acabar, embora, ainda bem, já possam ser sentidas mudanças.

Nesse contexto, não é difícil entender o sucesso de livros como O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, ou a série Sex and the City, baseada na obra de Candace Bushnell. A busca da mulher pelo amor, pelo relacionamento perfeito, sempre rendeu e sempre vai render assunto.

E ainda tem outro ponto: a pressão da busca pelo amor romântico, idealizado, perfeito. Aquele das princesas, do felizes para sempre. Aliás, as princesas nunca estiveram tão na moda. Tenho 40 anos, e na minha infância não se via meninas vestidas de Cinderela ou Branca de Neve por todos os lados como se vê hoje. É uma pressão danada em relação a esses modelos de relacionamento.

balões rosa

Fonte: Pixabay

Ideal do amor romântico

Como se fosse possível alguém encontrar, numa única criatura, todas as virtudes e habilidades, todas as qualidades que buscamos em outra pessoa. Gente, alguém realmente acredita que isso é viável? Que faz sentido essa projeção toda? Penso que, acima dos modelos e idealizações impostas pelo ideal do amor romântico, existe a vida real, vivida por nós todos, mulheres e homens de carne e osso, cheios de qualidades e defeitos. Em vez de sofrer em nome de uma perfeição que sabemos não existir, é melhor encarar a vida de modo mais concreto e verdadeiro. Entender que o marido ou a mulher nunca estará imune a falhas, afinal todo mundo derrapa.

Importa mais estar ao lado de alguém que de fato nos ama e nos respeita, com quem é possível conversar, se colocar, ir afinando os ponteiros dia a dia. Alguém com quem possamos compartilhar sonhos, metas, objetivos. Como costuma dizer uma tia do meu marido, além do amor, é preciso olhar para a frente e se ver seguindo o mesmo caminho do outro, estar na mesma direção.

Gosto muito de outra variação dessa ideia que diz que a melhor medida do sentimento romântico é se imaginar na velhice tendo uma boa conversa com o parceiro ou a parceira. Um papo agradável na hora do café da manhã, num almoço em casa, num fim de tarde à beira-mar, no sofá vendo novela, seja como for. Você consegue visualizar essa cena? Em caso positivo, parabéns. Muito provavelmente, você encontrou um amor de verdade, você tem “sorte no amor”.

mulher pensando

Fonte: Pixabay

Sorte no amor: a hipnoterapia contra a síndrome do dedo podre

E agora chegamos ao ponto central deste artigo. Ninguém fala disso, pois o assunto ainda está crescendo e ganhando força no Brasil, mas a hipnoterapia é uma excelente ferramenta para ajudar mulheres e homens a resolverem essa história de falta de sorte no amor ou a tão conhecida “síndrome do dedo podre” para os relacionamentos.

Em termos conceituais, hipnose é o processo de atravessar o fator crítico da mente consciente e estabelecer no subconsciente um pensamento (ou sentimento) exclusivo aceitável. É descobrir, nesse grande arquivo das emoções e da memória de longo prazo que é o subconsciente, a causa de cada sintoma, porque agimos como agimos, de modo a entender e ressignificar qualquer dilema.

E isso tem tudo a ver com relacionamentos, com “sorte no amor” ou “azar”. E sabe por quê? Porque temos, dentro de nós, motivos para adotar esse ou aquele comportamento. Para termos ou não o tal “dedo podre”.

Aos fatos, que com exemplos vai ficar mais fácil de entender. Uma mulher que passou a infância ouvindo a mãe dizer que os homens não prestam tem essa referência gravada em sua mente subconsciente. Incorporou esse modo de pensar e essa crença limitante tão forte que ela vai passar a vida perseguindo esse modelo sem se dar conta.

Trocando em miúdos, sempre vai procurar se relacionar com homens “que não prestam” para comprovar a tese de que todos são assim, que foi o que ela entendeu ser uma verdade absoluta. E aí vai dar preferência pelos instáveis, infiéis, grosseiros, inaptos para se relacionar de forma madura e consistente. É a mente subconsciente trabalhando para confirmar as nossas crenças, aquilo que nos foi ensinado.

Com os homens, claro, pode acontecer o mesmo. Qualquer menino pode ouvir da mãe, do pai, da tia, do tio, que as mulheres não prestam ou não merecem confiança, por exemplo. Uma sentença que pode afetar definitivamente a vida amorosa de alguém.

De novo, por questões culturais, é mais comum que meninas ouçam que homens não prestam do que meninos escutarem que não devem confiar nas mulheres. Dentro dessa lógica machista, é mais aceitável, digamos assim, que os homens saiam da linha.

mulher feliz olhando para a câmera

Fonte: Free-Photos

Uma nova chance de ser feliz

Com a hipnoterapia (a terapia com hipnose) é possível acessar essas crenças, o contexto em que elas nos foram passadas. E dar a elas um novo significado, libertando quem sofre com elas. Dando a essas pessoas uma nova chance de ser feliz no amor, acabando com essa história que “uns têm sorte no amor e outros no jogo”.

Não existe dedo podre, existem crenças limitantes a travar a nossa felicidade. Barreiras que a hipnoterapia pode ajudar a romper. Livres sejamos! Para amar e para acreditar nos outros.

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Hipnoterapeuta OMNI e jornalista. É mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC – SP. Defensora dos direitos da mulher, tem orgulho de ser uma das sócias da Fênix Hipnose Clínica para Mulheres, ajudando a fazer do mundo um lugar melhor para ambos os gêneros.

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