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Psicologia ou hipnose: qual a mais indicada?

Ao longo das últimas décadas, a Psicologia evoluiu de maneira exponencial, trazendo milhares de benefícios a sociedade. Em determinado momento da história, houveram conflitos de ideias com outras vertentes da psiquê humana. Uma delas foi, a HIPNOSE.

Fonte: Pexels

 

 

De onde vem este “ranço” entre Psicologia e Hipnose?

Tudo começa com Sigmund Freud, o pai da psicanálise,  que durante um bom tempo dedicou-se aos estudos da mente humana até fundar sua base teórica.  No início de seus estudos, ele chegou a fazer uso da hipnose, mas por considerá-la lenta e de difícil aplicação, abandonou a prática.  Uma de suas frases mais famosas é de que a hipnose era, em seu ponto de vista, “a terapia dos pobres”.

Um tempo depois, Freud voltou a ter contato com a prática e aprofundou a aplicação da técnica em casos de histeria, junto ao médico Jean Martin Charcot, um dos protagonistas da história da hipnose na época, assim como Hippolyte Bernheim (saiba mais sobre a história da hipnose aqui).

Fonte: Wikipedia

Mesmo depois de Freud ter retomado o trabalho com a hipnose, ter atestado os resultados obtidos, ter dedicado um capítulo inteirinho para descrever o fenômeno em uma de suas obras (Psicologia das Massas e Análise do Eu, 1921) e “feito as pazes” com a técnica, o estrago já havia sido feito.  A hipnoterapia clínica ficou associada ao charlatanismo e à eficácia duvidosa.

Foram necessários anos de estudo, pesquisas e evolução teórica para que a hipnose pudesse ganhar novamente o respeito da sociedade como um todo, sem mencionar a comunidade médica e terapêutica.  Ainda hoje, ela é permeada por mitos e desacreditada por muitos psicólogos. Mas afinal, é possível haver união entre a psicologia como prática terapêutica e a hipnoterapia clínica?

Depoimentos que trazem a verdade à tona

A resposta é SIM!

Em alguns países ao redor do mundo, instituições renomadas como a Universidade de Harvard têm agregado a prática como terapia complementar tendo resultados significativos.

No Brasil o movimento ainda é tímido, mas vários profissionais começam a se abrir para isso e percebem o quanto ela pode acelerar o processo terapêutico, prova disso é a resolução do CFP (Conselho Federal de Psicologia), reconhecendo a prática para os psicólogos que começam gradativamente a aderir ao uso da hipnose no consultório. Veja o depoimento de duas profissionais com anos de atuação prática, e de abordagens teóricas diferentes, que são a favor do uso da Hipnose:

Hipnoterapia como aliada da psicologia

Fonte: Pexels

“Baseado na experiência de trabalho, posso dizer que a hipnose clínica é uma ferramenta complementar valiosa, especialmente para levantar informações que, muitas vezes, são mais difíceis e demoradas de serem obtidas na sessão.  O benefício é entrar a fundo, expor e cuidar de forma empática do paciente; proporcionando um ambiente seguro até que ele possa chegar ao estado de auto cura. “
Thais Araújo – Psicóloga Clínica – CRP 06/79359

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“Sou psicóloga com formação em Terapia Cognitivo Comportamental e uso a hipnose como uma aliada incrível da psicoterapia. Ela  possibilita ao paciente ter acesso direto a emoções e eventos do passado no seu subconsciente, facilitando e acelerando muito o processo terapêutico e trazendo excelentes resultados num tempo muito menor.“
Fernanda Lemos – Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/ 53662

 

Atuação mais rápida e objetiva

Com base nos depoimentos, podemos observar que há um imenso campo no qual a hipnose pode atuar em conjunto e ser a solução mais rápida na busca pela causa do sintoma. Em várias situações, o paciente encontra-se profundamente preso a situações do passado e através da terapia tradicional, pode levar anos até que ele consiga identificar a origem do problema e conseguir fazer as ressignificações necessárias para que a auto cura seja obtida.

Fonte: Freepik

Em situações como essas, a hipnoterapia se torna muito mais assertiva, objetiva e direta.  Em vias gerais, é como se ela “abrisse um novo caminho” que vai direto na causa raiz do problema, agilizando a continuidade do processo terapêutico.

Devo fazer psicoterapia ou hipnoterapia?

Primeiramente vamos deixar uma coisa bem clara: uma terapia não substitui a outra. Cada ser humano possui uma psiquê e estrutura emocional únicas, por este motivo, terá resultados diferentes em abordagens diferentes.

Mesmo dentro da própria psicologia, existem diversas linhas teóricas como: psicanálise (e aqui já temos um leque imenso como as linhas de Lacan, Jung, Melanie Klein e afins), humanista, gestalt, comportamental, psicodrama, transpessoal… isso só pra citar algumas delas e sem entrar no vasto campo das terapias complementares como a constelação familiar.

Fonte: Freepik

Cada uma delas têm o seu propósito e o seu valor. É claro que existem bons profissionais e maus profissionais em todas as profissões, portanto, minha recomendação como Hipnoterapeuta e Psicóloga é de que você siga essas 4 dicas de ouro para te ajudar a decidir qual o melhor caminho seguir.

 

4 dicas para te ajudar na escolha 

Dica nº 1: Invista sempre no seu auto desenvolvimento e saúde mental

Cada vez mais pessoas estão percebendo a importância de cuidar da mente, da mesma maneira que elas cuidam do corpo.  Fazer terapia, deixou de ser considerado “coisa de gente problemática”, e passou a ser um caminho para aqueles que buscam se conhecer melhor, evoluírem enquanto pessoas e terem mais equilíbrio em todas as áreas de sua vida.

Dica nº 2: Independente da técnica, escolha um bom profissional

Você escolheria um estagiário ou alguém recém formado para fazer uma cirurgia em você?  Acho bem pouco provável… O mesmo vale para a escolha do seu terapeuta. Então, quando for procurar o profissional para te acompanhar, garanta que esta pessoa tenha se formado ou seja certificada por uma instituição séria. Além disso, observe o tempo de experiência que ela tem, depoimentos de ex-clientes e o conteúdo que ela produz nas redes. Seja criterioso na escolha!

Dica nº 3: Busque aquilo que funciona melhor para você

Algumas pessoas preferem fazer uma terapia de longo prazo, pois gostam mais desta abordagem. Enquanto outras preferem linhas mais rápidas que vão direto ao assunto.  Sabe qual é a melhor prática terapêutica que existe? Aquela que FUNCIONA para você!

Então, se você começou a fazer o acompanhamento com um profissional, e não está satisfeito, não desista! Procure outros profissionais que você confie e outras linhas que você se identifique mais, até encontrar algo que faça sentindo. Garanto que você terá uma vida muito mais plena!

Dica nº 4: atualize-se de tempos em tempos e seja feliz!

Não é porque você fez terapia uma vez na vida que tem garantia vitalícia de saúde mental. Nossa vida é como um jogo de vídeo game, vivemos fases diferentes em momentos diferentes, com desafios diversos, sem mencionar os “chefões” que enfrentamos para evoluir de nível. De tempos em tempos, permita-se buscar o apoio de que necessita para facilitar o seu processo. Para que complicar se dá pra facilitar, não é mesmo?

 

Gostou das dicas? Então continue ligado nos artigos do Hypnoplace e lembre-se de marcar e compartilhar com quem curte este tema. Até a próxima!

Psicóloga, hipnoterapeuta Omni, practitioner em PNL e coach da mente.  Membro IBHEC (International Board Of Hypnosis Educational & Certification).  Pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas, especializou-se em Transe Conversacional com Elisabeth Erickson, Neurociência aplicada ao comportamento humano e Psicologia positiva.   Acredita que o sentido da vida é encontrar o seu dom, e o propósito da vida é oferecê-lo, por isso, atua há 20 anos com desenvolvimento humano. É empresária e fundadora da Epopéia Ltda. Embaixadora da Rede Mulher Empreendedora em Campinas.  Voluntária Humanitarian Coaching Network que provê serviços de coaching para líderes da ONU e UNICEF.

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