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O poder da hipnose no tratamento de doenças

Para entender o poder da hipnose no tratamento de doenças é preciso saber de onde elas vêm.

Um dos caminhos que conduzem a esse entendimento é a metafísica da saúde, o ramo de estudo que considera o trajeto percorrido pelas doenças antes de se manifestarem através dos sintomas.

E onde elas estão antes de estarem no corpo? Na mente! As doenças passam pelo subconsciente.

Segundo a metafísica, a raiz das enfermidades está na atitude interior frente às situações. Aquilo que chamamos de sintoma e consideramos como o início de uma doença, na verdade é o último estágio de um processo de somatização.

Ocorre que parte da medicina e da ciência modernas desconsideram esse trajeto anterior, dedicando-se somente às consequências. O resultado disso é que avançamos muito em termos de remédios e procedimentos, mas nem tanto em termos de cura efetiva. O fato é que a humanidade continuará experimentando a doença enquanto seguir ignorando compreender a sua origem.

A doença não é nossa inimiga, ela pode ser nossa aliada em ajudar a decifrar o que estamos acumulando no mais íntimo de nós, aquilo que nem sempre é consciente.

A abordagem metafísica nos ajuda a compreender a nossa responsabilidade perante o que manifestamos e nos impulsiona a assumir o controle dos nossos resultados. Vamos entender esse caminho.

corpo e mente trabalhando para um melhor funcionamento

O que é metafísica?

A metafísica da saúde, também conhecida como linguagem do corpo ou medicina psicossomática é o ramo de estudo que considera os fenômenos imateriais como causa das doenças.

A terminologia tem origem na filosofia aristotélica, do grego meta = além, física = matéria, e refere-se ao estudo dos fenômenos extrafísicos, ou seja, o estudo da essência das coisas.

Para a metafísica, aquilo que comumente temos como o princípio de uma doença, ou seja, o sintoma, não é o começo, mas a última instância de um processo de somatização que se iniciou antes disso.

Quando uma doença se manifesta no corpo físico, ela esteve muito antes nutrida numa camada mais profunda de nós, hoje chamada subconsciente. O que interessa a esse ramo de estudo são os fatores anteriores aos sintomas, que não são objetos da ciência, nem da medicina tradicional.

O que chamamos de psicossomática é o corpo falando a linguagem do subconsciente. Prova de que o corpo está a todo instante respondendo aos nossos estímulos cerebrais. É o que ocorre quando estamos envergonhados e ruborizamos, quando estamos tristes choramos, quando estamos com medo ficamos pálidos, quando estamos nervosos suamos.

O corpo responde e manifesta instantaneamente o que é sentido. Nossas células estão a todo momento se modificando conforme os comandos que recebem.

E que comandos são esses? Sentimentos e pensamentos. A variação da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e das contrações musculares, por exemplo, são claras demonstrações de como o corpo reage automática e involuntariamente aos sentimentos e pensamentos.

O corpo humano é uma máquina perfeita, porém subestimada. No fundo, todo sintoma é um caminho para a cura, pois aponta exatamente o que o corpo precisa para recobrar o equilíbrio. Se soubéssemos fazer essa leitura, poderíamos sofrer menos com as doenças e não viver à mercê de medicações excessivas e desnecessárias.

Essa ideia, num primeiro momento, pode gerar incômodo e incompreensão, visto que desconstrói muito do que nos é ensinado, pois a abordagem escolhida pela medicina tradicional moderna é diferente, foca em encontrar substâncias e procedimentos para o alívio das dores e sintomas. Contudo, a partir de quando passamos a observar os fenômenos sob um ponto de vista mais natural, ou seja, observando e confiando na sabedoria da natureza, uma nova forma de pensar se descortina, e um novo olhar sobre a cura também.

Se nos voltássemos a conhecer e a sanar nossos pensamentos e sentimentos, conseguiríamos restabelecer a saúde e o bem-estar, pois são eles, num primeiro momento, que culminam naquilo que nosso organismo expressa.

homem com dor agachando

Por que ficamos doentes

A doença é um sinal de desarmonia, de que saímos da nossa ordem natural, e ao mesmo tempo é um convite a reavaliar nossa conduta. Quando temos uma dor e em seguida tomamos um remédio, sem nos decifrar e compreender, é como se mandássemos o nosso corpo “calar a boca”, e assim empurramos a sujeira para baixo do tapete.

Com todos os avanços e descobertas da ciência e da medicina na área da saúde, a doença hoje deveria ser uma exceção. E por que não é assim? Porque a nossa sociedade ainda vê a doença como azar, infortúnio, fruto do acaso, algo que acomete uma pessoa aleatoriamente, e desconsidera a responsabilidade e a grandiosidade do indivíduo perante a sua existência.

Não somos coautores, mas os verdadeiros protagonistas da nossa saúde. Viveremos cada vez mais doentes enquanto desconsiderarmos o autoconhecimento na busca pela saúde e enquanto ignorarmos a indissociável tríade: mente, corpo e alma.

O autor do livro “O que a doença quer dizer”, Kurt Tupperwein, afirma que “a doença é uma desarmonia na consciência do homem, um sinal de que ele saiu da sua ordem natural, uma avaria do homem inteiro e não somente do seu corpo.

Cada doença é, para o afetado, uma mensagem da vida, um problema a resolver, modificando nossa linha de conduta e pensamento e ampliando nosso consciente”. O autor completa, “A medida em que passarmos a compreender a linguagem do corpo, não precisaremos mais de doenças para nos mostrar o caminho.”

Como exemplo vamos citar a alergia.

Ela provoca sintomas como coceira, vermelhidão, inchaço, e a medicina alopática apontará fatores alergênicos como ácaro, poeira, pêlos de animais etc. como causadores. O estudo da psicossomática entende a pele como nosso invólucro, a barreira que separa o nosso “eu” do resto do mundo. É a nossa proteção, o nosso limite.

Qualquer manifestação na pele (pendente de analisar ainda a parte do corpo afetada) denota que de alguma forma nos sentimos invadidos na intimidade por alguém do nosso convívio. O ácaro é apenas um condutor. Ele está presente em quase tudo, o tempo todo. Para que ele provoque os sintomas da alergia é preciso que “converse” com as nossas células, é preciso que haja fatores internos permitindo, sentindo, essa invasão.

É o fato de nos sentirmos irritados com alguém ou uma situação que faz o nosso corpo expressar esse sentimento. O fato é que não fomos ensinamos a atentar para isso, a nos sentir e perceber. Não raro olhamos para fora buscando responsáveis – um posicionamento cômodo e simplista – ao invés de percebermos o que se passa dentro de nós.

Acidentes, doenças autoimunes, surtos – nesse caso expressões do inconsciente coletivo – depressão (inclusive pós parto), câncer, TPM, nada disso vem de fora ou ao acaso. Tudo isso é reflexo de como nos sentimos emocionalmente. Neste momento, por exemplo, você está infestado de vírus e bactérias causadores de doenças. O que vai determinar se esses vírus vão encontrar ressonância no seu sistema imunológico, é você, a sua vibração, a forma como você se sente.

O que é na verdade a imunidade, a que tantos também insistem em culpar?

Seu estado emocional! O dia em que a sua imunidade esteve mais elevada foi o dia em que você esteve mais feliz (ou apaixonado, ou realizado) na sua vida!

O viés através do qual a nossa sociedade concebe as doenças, nos induzindo a crer que somos vítimas e nos tira, tanto a responsabilidade, quanto o poder de descobrir as causas e também de encontrar o caminho para a cura profunda e integral.

Já é tempo de assumirmos esse poder.

Genética: Fatores hereditários não são sentenças irrevogáveis

Da mesma forma que buscamos responsabilizar fatores externos pelo que sentimos, muitas vezes nos amparamos na genética para justificar um padrão reproduzido, o que nos isenta da responsabilidade pelo que desenvolvemos em termos de características herdadas.

Costumamos ouvir muito as pessoas dizerem: “Tenho diabetes porque meu avô tinha”. Segundo a metafísica, você tem diabetes porque reproduz o mesmo padrão emocional/mental do seu avô no aspecto relacionado à hierarquia e autoridade.

Você pode ter herdado determinado gene como o da calvície, mas se a condição vai ser desenvolvida, ou não, vai depender dos seus padrões inconscientes.

Pessoas com desequilíbrio e contrariedade nas relações de hierarquia e autoridade acabam por ter essa parte do corpo afetada, de forma que se você reproduzir o mesmo padrão mental e emocional da pessoa calva da sua família (mãe, pai, avô), certamente desenvolverá a calvice também, porém, pode ter herdado ou aprendido um padrão diferente e com isso pode afastar ou controlar a calvície.

Saindo um pouco da metafísica e entrando na biologia, nos meus estudos sobre a origem das doenças conheci o trabalho do professor Bruce Lipton, autor da obra “A Biologia da crença”, que por muito tempo acreditou que os genes controlam a vida humana, até estar convencido de que o meio interfere na genética e que ela pode, sim, ser alterada.

O cerne dos seus estudos e experiências é a comprovação de que as nossas células estão a todo momento sendo alteradas pelas nossas emoções e pensamentos. Por isso, um dos melhores e mais eficazes caminhos para fazer essa comunicação e enviar mensagens positivas às células é por meio da hipnose.

Lipton realizou um experimento em laboratório apontando que experiências vividas pelos pais moldam o perfil genético das crianças, ou seja, a genética não é um fator estanque. Por mais que se tenha recebido uma determinada carga genética, ela não é uma sentença irrevogável, pois outros fatores ambientais estão moldando a nossa genética.

Em uma das experiências dois ratos fêmeas de idêntica carga genética foram inseminadas com gene de cotia. O rato 1 recebeu suplementos x e o rato 2 não. O suplemento alterava o pelo e favorecia fatores como obesidade e diabetes. O filhote do rato 1 nasceu com as mesmas alterações físicas da mãe, o pêlo mais claro e bem maior que o normal. Isso mostra que experiências de vida moldam o perfil genético das crianças. A genética, portanto, pode ser alterada.

Em outro experimento, Lipton pegou células do mesmo grupo, geneticamente idênticas, e colocou no ambiente A, essas células viraram músculos, pegou células do mesmo grupo e botou no ambiente B e essas células viraram ossos e por fim, pegou células do mesmo grupo e botou no ambiente C, e essas células viraram gordura, demonstrando que o que altera as células é o meio.

Para se ter uma ideia, 5% dos pacientes de câncer ou que apresentam problemas cardiovasculares podem atribuir suas doenças a fatores hereditários. A mídia alardeou a descoberta do gene do câncer de mama, mas deixou de mencionar que 90% dos casos desse tipo de câncer não estão associados a genes herdados. A maioria ocorre por alterações induzidas pelo ambiente e não por genes defeituosos.

Cabe aqui um alerta ao cuidado que devemos ter na interpretação das pesquisas científicas e diagnósticos “sentenciais”. Se alguém lhe falar que você tem o gene ‘x’ e que por isso terá a doença ‘y’, você acreditando nisso, pode a partir de então, estar criando essa doença ‘y’.

Já é tempo de pararmos de encarar a genética como desculpa para permanecermos vítimas de nossas mazelas. O fato de herdarmos uma determinada carga genética refere-se ao padrão potencialmente herdado, mas que não necessariamente será reproduzido por nós.

mulher correndo em busca de ter mais qualidade de vida

O poder da hipnose: Como promover a saúde

Muitos de meus colegas terapeutas conheceram a hipnose e então passaram a compreender como a mente pode influenciar na criação e no combate às doenças (linha de raciocínio ainda incompreendida ou ignorada por muitos terapeutas) e como o poder da hipnose pode ajudar nisso.

Eu percorri o caminho inverso. Estudando a linguagem do corpo e como ele se expressa, em determinado momento estive convencida da interferência da mente na nossa saúde.

Quando eu admiti que a raiz das doenças está na forma como nos sentimos e pensamos, e naquilo que nem sempre é consciente para nós, fui buscar estudar métodos de tratamento que atingissem o alvo, e entre eles encontrei a hipnose.

Muitos autores como Cristina Cairo, Valcapelli, Kurt Tepperwein, Louise Hay, Bob Proctor, Bruce Lipton e diversos outros que aliam saúde ao autoconhecimento, indicam a hipnoterapia como uma das formas mais eficazes de conquistar o equilíbrio e o bem-estar.

O que temos que fazer, então, para promover a saúde? O professor Lipton indica parar de falar com o consciente e falar com o inconsciente. Mas considerando que ele é uma fita já gravada com o registro das nossas crenças, conforme vimos, então como mudá-lo?
Aprendendo a apertar o botão de regravar! Uma das formas mais rápidas e eficazes de se fazer isso hoje em dia é através da hipnose, que nos permite regravar e inserir uma nova programação no subconsciente.

A mensagem que quero passar é que se faz cada vez mais urgente na nossa sociedade o resgate da consciência corporal e do autoconhecimento. Ciência e autoconhecimento não se separam, assim como mente, corpo e alma também são um só.

Nosso corpo é perfeito e a natureza é extremamente sábia, mas nos afastamos desse olhar integral e menosprezamos esse conhecimento intrínseco, por isso hoje precisamos que alguém de fora venha dizer o que temos e do que precisamos, pois não sabemos nos ler, nos ouvir, nos compreender e sequer acreditamos que nós próprios podemos ter as respostas.

Por isso também precisamos de tantos nomes, diagnósticos, drogas e procedimentos invasivos, que em alguns momentos são sensacionais no alívio das dores e na promoção da saúde, mas numa análise mais ampla não tem contribuído para a promoção da saúde integral. Ao passo que encontramos remédio para muitas, seguimos criando outras tantas doenças.

Sempre que estiver doente, vá ao médico, procure os recursos disponíveis, mas sobretudo, pergunte-se: “Quais são os meus medos, quais as minhas dúvidas, que sentimentos negativos tenho nutrido e guardado dentro de mim?” Assim você estará dando um passo ao encontro de si mesmo e tratará não apenas um alívio momentâneo, mas conhecerá, compreenderá e ajudará a si mesmo como nunca antes!

Conhece alguém que adoraria saber disso? Marque aqui nos comentários!

Hipnoterapeuta OMNI Florianópolis/SC, membro da National Guild of Hypnotists – NGH, especialista em Hipnose para Crianças e Adolescentes – HypnoKids, colunista mensal do portal HypnoPlace. Formou-se em Reiki II, estudou Cromoterapia, Cromopuntura, Radiestesia e Metafísica Aplicada à Saúde. Formada em Jornalismo e Direito, trabalhou por 15 anos unindo suas duas formações. Em 2014 deixou o cargo de jornalista para abraçar o que se tornou sua missão de vida: a hipnoterapia. Desde então, tem ajudado centenas de pessoas a resolverem seus problemas e a expressarem seu pleno potencial.

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