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Mulheres empreendedoras: a hipnose a serviço do sucesso

Ela é super talentosa. Daquelas mulheres especialmente habilidosas quando a receita envolve açúcar, chocolate e leite condensado. Bolos, tortas, brigadeiros, cremes variados: na mão dela, tudo fica bom. Melhor dizendo, muito bom. Mesmo assim, ao deitar no divã, bem na minha frente, na avaliação antes da terapia, ela, sem jeito, só conseguia dizer que não confiava em si mesma. 

Na ocasião, havia a possibilidade de vender seus doces num quiosque numa loja grande, uma magazine, na capital paulista. Era só produzir e colocar à disposição dos consumidores, não havia nenhum investimento financeiro envolvido. Bastava acreditar em si mesma. E aqui chegamos ao tema principal deste artigo: mulheres empreendedoras.

Depois de passar pela hipnoterapia, um processo que foi muito intenso e libertador no caso dessa cliente, os caminhos começaram a se abrir. Confiante na sua capacidade de oferecer ótimos produtos, ela passou a dispor a sua produção na tal loja de varejo. E hoje também vende para fora, para quem quiser seus doces. Tem até página própria para divulgação nas principais redes sociais. Está indo bem, agora sabe do que é capaz, acredita na própria capacidade de crescimento, seja no campo pessoal, seja no profissional.

Sempre vou torcer por ela, que me ensinou como a hipnose clínica é capaz de ser uma ferramenta poderosa de auxílio às mulheres empreendedoras. Principalmente diante dos dilemas típicos do início da vida sem chefe, como o medo de não dar certo, a insegurança de não oferecer o melhor ao mercado, as dúvidas, a vontade de voltar correndo para o crachá e o ponto batido, todos os dias, às 9h e às 18h.

mulher negra empreendedora

Fonte: Free-Photos

Fazer a diferença no mundo

Até porque, convenhamos, empreender, no Brasil, é um desafio e tanto. A recompensa para quem tem coragem de encarar a missão é a possibilidade de ganhar muito mais do que seria possível tendo carteira assinada. E, claro, a realização de concretizar um sonho, de fazer a diferença no mundo com o próprio negócio. Seja ele qual for.

De acordo com o Relatório Executivo Empreendedorismo no Brasil 2017, elaborado por instituições como o Sebrae e o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a taxa total de empreendedorismo no Brasil, no ano do estudo, foi de 36,4%. Ou seja, de  cada 100 brasileiros adultos (com idades entre 18 e 64 anos), 36 estavam à frente de seus negócios. Em números, isso significa um total de 50 milhões de pessoas. Dessas, 24 milhões são mulheres. Um quase empate com os homens.

Na prática, são muitos os desafios. Situações ligadas, na maioria das vezes, a crenças limitantes. Problemas que a hipnoterapia pode ajudar a resolver. O primeiro deles é exatamente o que incomodava aquela minha cliente de linhas acima: a falta de confiança em si mesma. Sim, ainda tem muita gente que pensa que empreender é coisa para homens. Falta apoio e estímulo até mesmo na família.

Coisa de menina

Quer ver como? Quantas meninas ouvem dos pais que elas estão prontas para assumirem posições de comando? Para ter uma ideia e colocá-la em prática? Neste ponto, recomendo fortemente a leitura, para a sua filha, sobrinha, afilhada, prima, o que for, de Coisa de Menina, de Pri Ferrari, publicado pela Companhia das Letras. O livro liberta as mulheres de amanhã, destaca o fato de que todas podemos ser aquilo que bem quisermos. A mesma autora escreveu Coisa de Menino, dessa vez para mostrar aos garotos que eles também podem ser livres.

Falando nestes temas, o preconceito de gênero é outro entrave às mulheres empreendedoras. Ninguém duvida que, de acordo com o tipo de negócio, será mais fácil para um homem estar no comando. Quantas donas de construtoras você conhece? E de empresas de táxi? Nada é impossível e nós somos capazes de brilhar em qualquer área, mas, convenhamos, muitas vezes é mais fácil para eles do que para nós.

Exatamente como naquela peça publicitária criada pelo designer japonês Kazunori Shiina, da Miami Ad School, nos Estados Unidos. O objetivo era mostrar como homens e mulheres enfrentam desafios completamente distintos em matéria de ascensão de carreira. Assim, para explicar a desigualdade de gênero, foram colocadas duas escadas de saída em uma estação de metrô. Uma escada rolante azul representa o caminho dos homens enquanto uma outra, de degraus fixos, representa a trajetória das mulheres no mundo do trabalho. Difícil adivinhar quem fica com o trajeto mais duro de ser seguido?

Mulheres empreendedoras e a hipnose

Para todas essas inseguranças, para tirar da frente quaisquer crenças limitantes, a hipnoterapia pode ajudar. Tenho orgulho de dizer que ajudou a minha cliente. No divã, podemos trabalhar questões como o medo de fracassar, de não dar conta do negócio, a tendência de fugir do sucesso, de boicotar a si mesmo.

Foi isso mesmo que você leu: uma certa tendência a fugir do sucesso. Muita gente passa a vida ouvindo, dos pais, máximas como “ricos são desonestos”, “quem cresce muito na profissão é porque usou algum artifício inescrupuloso”, “só os pobres chegarão ao Reino dos Céus”. Assim, diante da possibilidade de fazer e acontecer no trabalho, na vida adulta, essa mulher ou esse homem faz o quê? Sai correndo da prosperidade, claro. E trata de arrumar um modo de se colocar para baixo, de evitar um salto rumo ao destaque profissional. Gente com boas ideias, foco, capacidade de planejamento, disposição para trabalhar que se mantém em seu canto por conta desses entraves todos.

Fico pensando em quantos talentos se perdem por conta dessas situações. Em quantas mulheres empreendedoras maravilhosas não deixam de apresentar seu potencial ao mundo, que novos produtos existiriam no mercado, quantas possibilidades perdidas de marcas. De marcas nascidas em empresas comprometidas com o desenvolvimento da sociedade, pensadas com propósito, com engajamento. Com o engajamento típico das mulheres. Isso porque, mais do que os homens, verdade seja dita, nós pensamos no todo. Em nós mesmas, nas nossas famílias, nas famílias dos outros.

Que a hipnose clínica nos ajude a ser livres e prontas para o sucesso. Sem medo de crescer, aparecer e fazer a diferença a partir da nossa veia empreendedora, do jeito que a gente quiser. Esse é o meu desejo, esse é o meu convite a você. Obrigada!

Se gostou do artigo, compartilhe com os seus amigos e familiares. Até breve! 🙂

Hipnoterapeuta OMNI e jornalista. É mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC – SP. Defensora dos direitos da mulher, tem orgulho de ser uma das sócias da Fênix Hipnose Clínica para Mulheres, ajudando a fazer do mundo um lugar melhor para ambos os gêneros.

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