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Intolerância a Lactose tem cura? Relato após tratamento com hipnoterapia

Esse post é um pouco diferente dos que tenho escrito aqui no HypnoPlace, tanto com relação à temática, quanto com relação à forma. Normalmente, escrevo sobre marketing e negócios para hipnoterapeutas, porém me submeti recentemente a um tratamento para intolerância a lactose e decidi compartilhar minha experiência em um formato de relato pessoal. 🙂

Como a Intolerância a Lactose Começou?

Tudo começou há vários anos (nem sei ao certo quantos)…

Só lembro que tinha dia em que eu almoçava e ficava tudo ok. E em outros, sentia muita dor de cabeça, cólica, gases e diarreia.

Pensei que era o restaurante onde eu almoçava, que tinha algum problema. Troquei de restaurante e nada… Achei que podia ser a comida na casa da minha sogra, algum tempero que ela usava… Comecei a comer apenas industrializados quando estava lá e nada…

Depois de consultas, testes e um exame, o diagnóstico: Intolerância a Lactose!

Logo eu, que gostava tanto de lácteos! Quando adolescente, pegava uma caixa de leite Parmalat, uma lata de leite em pó, outra de Nescau e tomava quase 1 litro de leite, cheio de bolinhas de leite em pó!!!

Mas pelo menos, havia uma saída.

A Lactase

A intolerância a lactose não tinha cura, mas havia a lactase (enzima que processa a lactose). Após prescrição da minha gastro, passei a manipular regularmente. Sempre comprava 100 cápsulas, que duravam alguns meses e quando estava perto de acabar, fazia outro pedido.

O uso da lactase era simples. Um pouco antes de ingerir algum derivado de leite, bastava ingeri-la, esperar 10 minutos (que eu colocava sempre no cronômetro do relógio) e pronto, problema (quase) resolvido.

O problema é que vez ou outra acho que a dose não era suficiente e aí já viu: cólica, dor de cabeça, gases e forte diarreia…

Mas pelo menos eu sabia o que era e podia reforçar a dose quando ingerisse aquele tipo de alimento!

A Hipnoterapia

Vários anos se passaram e um amigo em quem confio bastante comentou comigo que havia participado de um treinamento de hipnose e descoberto um tipo de terapia que poderia me ajudar… Até achei curiosa a ideia, mas não dei muito crédito. Como seria possível tratar algo que “não tinha cura”?

Algum tempo depois, a empresa em que ele havia feito o treinamento tornou-se minha cliente na Unu. E para poder conhecer melhor o principal produto da empresa, em janeiro desse ano, acabei indo fazer o treinamento.

Precisei ficar imerso por 08 dias – de um sábado até o outro sábado, das 09h da manhã às 09h da noite. Tudo muito intenso, as aulas, os exemplos, as demonstrações, uma imersão incrível. A experiência foi muito transformadora e fiquei realmente impressionado com o que foi compartilhado na formação! Voltei para Recife disposto a experimentar a terapia…

Entrei em contato com meu amigo para marcarmos, mas ele estava viajando… Depois de algumas semanas, falei com ele novamente e finalmente consegui marcar para fazer a terapia no dia 23/03, uma sexta.

Depois de 03 horas e meia em transe e vários eventos supostamente associados à intolerância a lactose, chegamos ao fim.

(Digo supostamente, pois não consigo ver uma ligação racional entre os eventos que surgiram e a intolerância em si, mas quem disse que tudo precisa ser racional? 😃)

Os Primeiros Testes

Saí da terapia determinado a esperar algum tempo para meu organismo se reestabelecer e voltar a produzir lactase naturalmente. Na minha cabeça, imaginei serem necessárias 3 semanas, mas falei com meu instrutor e ele falou que não seria necessário esperar tanto e eu já poderia ingerir lactose.

Fiquei meio receoso e falei com outro instrutor. Depois de conversar com ele, decidi fazer pequenos testes.

No sábado tive um aniversário e comi um bolinho de queijo com presunto e uma tortinha de goiabada, doce de ameixa e doce de leite. Não tive nenhum desconforto. Mas também, não havia comido quase nada de derivado de leite, né?

No domingo, fui à praia com minha família e o amigo hipnoterapeuta, e dei 3 mordidas em um queijo coalho. Nenhuma diarreia, mas também o consumo havia sido bem pequeno… No fim da tarde, senti uma leve dor de cabeça, mas fiquei em dúvida se seria devido à intolerância ou ao sol da praia em si.

Segunda, fui almoçar com minha mãe e pedimos um bacalhau gratinado, com arroz e purê. Como havia muito leite no prato, fiquei com medo, e ingeri lactase. Lá na agência só se falava do tratamento que eu tinha feito e no meio da tarde me ofereceram doce de leite pra eu fazer um teste. Ingeri uma colher de sopa dele, e novamente nenhum desconforto. Porém, novamente ficou a dúvida: será que é porque eu havia ingerido lactase no almoço (mesmo sendo horas antes)?

(Impressionante como ficamos “duvidando” do que estamos vendo e buscando possíveis explicações que contrariem a efetividade do tratamento!)

Na terça, testei novamente com doce de leite e nada de cólica ou diarreia. Comecei a ficar animado e decidi fazer um teste mais “pesado” na quarta: almoçar um frango a parmegiana! Teste realizado e, mais uma vez, nenhum sinal da intolerância.

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Teste Final da Intolerância

Aí criei coragem de fazer o teste final: pizza!

Não sei o motivo exato, mas de todos os alimentos, pizza é o que mais me fazia mal. Talvez por ter muito queijo na composição, ela vez ou outra me dava diarreia, mesmo tomando 2 comprimidos de lactase (aí comecei a tomar 3 ou 4, a depender da quantidade de pizza).

Fiz o teste da pizza no domingo à noite (depois de ter comido brigadeiros e bem casados à tarde) e, novamente, tudo ok! \o/

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O Sentimento Pós-Intolerância

Compartilhei o resultado com meus colegas de turma e um deles perguntou qual era meu sentimento com relação a isso tudo. Minha resposta a ele, foi a seguinte:

Tárcio, tenho 2 sentimentos…

1) Sendo bem sincero, me sinto bem surpreso… Mesmo tendo feito o curso, conhecendo a OMNI, acompanhando o trabalho e tal, para mim a intolerância era algo muito físico. Tanto que ainda me pergunto “será que esse queijo nunca teve lactase?”, “será que se eu tivesse comido isso antes também não teria passado mal?”.

Por isso fiz n “testes”. Queijo coalho, salgados diversos, chocolate, brigadeiro, pizza e de fato ela se foi.

2) Com isso, o sentimento é de libertação, independência.

Nos últimos 18 meses, tenho buscado altíssima performance profissional e isso passou por um movimento forte de reeducação alimentar, reduzindo alimentos que não são “bons”. Cortei refrigerante e álcool, reduzi sal, açúcar, glúten (carboidratos em geral), industrializados…

Nesse processo, a lactose também é reduzida, por ser inflamatória e tal, mas ainda assim há situações em que “precisamos” ou dá vontade de comer. Às vezes, você vai a um evento em que no coffee-break, quase tudo tem lactose. Às vezes, tem encontro da família numa pizzaria… E é chato você ficar dependendo de tomar um remédio (lactase) sempre, e vez ou outra ainda com ele ter diarreia.

Agora não preciso mais disso e mesmo que não tenha a intenção de me encher de lactose, EU MANDO NA MINHA VIDA! 😀

Mas é possível curar a intolerância a lactose com hipnoterapia?

Sei que muitos vão ler isso aqui com desconfiança (eu certamente faria isso até ano passado)… Depois do ocorrido, já ouvi que isso é impossível, que o organismo ou produz ou não produz a lactase, que era tudo psicológico ou até que nunca tive intolerância! (Talvez seja coincidência ter fortes cólicas e diarreia quando comia derivados de leite, né? 😛)

Porém cada vez mais tenho a percepção de que nosso corpo é uma peça única, totalmente integrada. E se eu não nasci com uma doença e ela se desenvolveu “depois de velho”, será que não ocorreu algo para isso? E por que esse algo não pode ser acessado em nossa mente e ajustado?

Apesar de ainda não haver comprovação científica de algumas coisas, isso não quer dizer que não existam. Até mesmo porque a ciência é dinâmica e evolui ao longo do tempo.

A própria genética, que alguns anos atrás era considerada determinante para termos uma doença ou não, hoje não é. Se nascemos com um gene que nos predispõe a algo, isso é apenas uma possibilidade. Na prática, a doença pode não se desenvolver de acordo com a influência do ambiente e nosso estilo de vida, por exemplo.

Algum tempo atrás, se acreditava que nascíamos com um número de neurônios e não havia reposição, e hoje sabemos que nosso organismo consegue produzi-los depois de adultos.

Acredito que a ciência ainda vai trazer muita coisa ligada à hipnose, mas não precisamos esperar anos para usufruir do que já está disponível. Ainda não estar provado não significa que não exista e para mim não existe prova melhor do que poder comer pizza sem tomar remédio e não uma madrugada de rei, com horas no “trono”…

Dai a César o que é de César

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que tornaram isso possível para mim.

Meu amigo Fagner Borges, que fez a terapia (mesmo não sendo a especialidade dele). Você foi incrível na condução, man!

Meu instrutor Rafael Kraisch e meus colegas da turma 19, por terem me mostrado que era possível quando fiz o curso.

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Dr. Carlos Ribeiro, médico neurocirurgião que tem feito um trabalho incrível nessa área de hipnoterapia e doenças físicas.

Michael Arruda, o presidente da OMNI Brasil, o instituto responsável por formar profissionais que fazem esse trabalho incrível de transformação de vidas.

Hansruedi Wipf, que expandiu a OMNI por todo o mundo e confiou no Michael para desenvolver a metodologia aqui no Brasil.

E Jerry, que não está mais entre nós, mas foi quem criou a hipnoterapia OMNI e fundou o instituto em 1979, ajudando milhares de pessoas no tratamento de fobias, ansiedade, depressão, dependências e, por que não, doenças físicas? 🙂

Muito obrigado a todos vocês e que continuemos fazendo esse trabalho incrível de transformar vidas com a hipnoterapia!

E você leitor, o que achou do relato?

Professor, consultor em marketing digital, hipnoterapeuta OMNI e empresário, à frente do Portal Digaí e da agência Unu Digital. É graduado em Ciência da Computação, mestre e doutor em Administração e pesquisador nas áreas de Empreendedorismo, Negócios e Marketing Digital. Já ajudou milhares de empresas e profissionais liberais a aumentarem sua visibilidade e multiplicarem suas vendas com a ajuda da internet. É autor e coautor de vários livros e e-books, dentre os quais “Negócios Digitais” (best-seller da Veja) e “Seu Site no Topo” (mais vendido da categoria na Amazon Brasil no mês do lançamento).

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