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Infertilidade: como a hipnose clínica pode ajudar

Foram exatos dez anos tentando engravidar. E nada. Até que um dia, por meio do uso da técnica de inseminação artificial, vieram as gêmeas. E a alegria foi geral. Porém, passado algum tempo, ocorreu algo surpreendente. Na primeira relação do casal após o período de resguardo (40 dias depois do parto), aquela mulher, que havia passado uma década aflita com uma suposta infertilidade, carregava mais uma menininha na barriga. Quem hoje vê o trio correndo, pensa que elas são trigêmeas. A fofura supera qualquer limite.

De modo geral, diante de casais ansiosos por não conseguirem de pronto “engravidar”, os médicos já avisam logo: não há drama algum em levar até um ano em tentativas para gerar um bebê. Seria um tempo médio totalmente compatível com fatores como estresse, cansaço do dia a dia, questões pontuais de saúde, mas simples de resolver. É do jogo, afinal de contas.

Para a medicina, eventuais problemas devem ser avaliados se as dificuldades ainda seguirem após esse período de 12 meses já citado. E, claro, isso sempre será feito por meio de uma bateria de exames.

Já para a hipnoterapia, o tema envolve as mais variadas causas. Cada candidato a mãe ou a pai tem os seus motivos para apresentar dificuldades em conceber um filho, razões muito bem guardadas na mente subconsciente de cada um. Ou alguém tem alguma dúvida de que a mulher do início desse texto não tinha nenhuma limitação física para levar adiante uma gestação? Por que somente depois de ter as suas pequeninas ela conseguiu engravidar naturalmente?

Não a conheço tão bem, já que se trata apenas de uma amiga de uma amiga, ou seja, alguém que costumo encontrar em certas ocasiões, como festas infantis. Tampouco possuo informações detalhadas sobre sua história. No entanto, como hipnoterapeuta, tenho certeza de que ela só precisava vencer a barreira da primeira gestação para trazer ao mundo quantos herdeiros quisesse.

Arrisco-me a dizer que no caso dela devia haver alguma questão ligada à confiança em si mesma, algum tipo de trava nesse sentido que explicaria a dificuldade em se tornar mãe. Falta de confiança, baixa autoestima, tudo junto no caldeirão das crenças limitantes. Muito provavelmente, ela trouxe essa bagagem negativa da infância, do modo como foi educada e ensinada a ver a vida.

Adeus, infertilidade

teste de gravidez positivo negando infertilidade

Fonte: rawpixel / Pixabay

Por esse motivo, a hipnoterapia é altamente recomendada para aqueles que se vêem impossibilitados de gerar um filho. Com a ajuda da hipnose clínica, ou seja, com o acesso ao subconsciente, é possível descobrir as causas do problema. O que pode ser feito com o casal. Homens também têm as suas limitações nesse campo, claro. É um equívoco culpar a mulher o que, infelizmente, ocorre com frequência.

Novamente, de acordo com pesquisas e estudos médicos, nesses casos as chances são de 50% para cada um dos lados. Em outras palavras: se você for homem e não estiver conseguindo engravidar a sua parceira, lembre-se de que o problema pode estar tanto em você quanto nela.

Quer mais? Um estudo israelense demonstrou que a hipnoterapia é capaz de dobrar os resultados positivos das mulheres que tentam a fertilização in vitro. Isso quando elas não engravidam naturalmente.

Foi o caso da cliente de um colega, o hipnoterapeuta Jailson Pinheiro, de Salvador, Bahia. Recentemente, fiquei arrepiada ao ouvir o seu melhor relato nesse campo. Não faz muito tempo, ele atendeu uma moça que, durante nove anos, tentava, em vão, ser mãe. Seu processo terapêutico apontou problemas emocionais profundos, uma questão ocorrida na infância. Seis meses depois da primeira sessão, ela estava grávida de seu primeiro filho. Hoje, é a matriarca de uma família com dois herdeiros, um seguido do outro. Muito impressionante, não?

casal de braços dados

Fonte: Pexels

Confiança no parceiro

São muitas as causas por trás da dificuldade de gerar um filho. São questões pessoais e intransferíveis. Algumas delas: programação mental de que crianças são um entrave na vida, implantada pelo discurso dos pais diante do assunto, ter sido abusado sexualmente, falta de confiança na própria capacidade de ser mãe ou pai, abandono na infância. Entre muitas outras.

Outra questão recorrente nesse campo é a falta de confiança no parceiro. À luz da consciência, muitas de nós podem colocar a vontade de procriar acima de problemas sérios de relacionamento. Mas a mente subconsciente detecta a roubada e faz o corpo dizer não. Vale para todas as mulheres do mundo essa regra? Não! Mas se encaixa como uma luva para muita gente com certeza.

Foi o caso de uma amiga minha, a quem admiro muitíssimo. Uma mulher que sempre sonhou ser mãe. Em seu primeiro casamento, teve três abortos espontâneos. Detalhe: seu companheiro não queria ser pai. Divorciada há um tempo, começou a namorar um homem com quem chegou a dividir o teto. Mais um aborto. Mais um relacionamento que chegaria ao fim.

Sem nunca perder a vontade e a esperança de formar uma família, ela conheceu, mais perto dos 40 que dos 30, um homem com objetivos iguais aos seus. Sem muita esperança vinda dos médicos, que haviam apontado a inseminação artificial como único recurso para o seu caso, ela já havia combinado com o novo parceiro de levar adiante o procedimento depois de uma viagem a dois. Alguém aí consegue adivinhar o final dessa história? Antes mesmo do embarque, da forma mais natural possível, ela engravidou de seu primeiro filho. Hoje já são dois. Dois menininhos.

Precisamos falar sobre hipnoterapia

O que me chama a atenção, no caso dessa minha amiga, é o fato de ela nunca ter aberto mão de seus objetivos, de ter mantido o foco e a determinação até chegar no parceiro ideal para a realização do seu sonho. No fundo, mesmo sem compreender conscientemente, ela sabia que, antes desse homem aparecer em sua vida, não era para ela ser mãe. Para mim é uma história linda do encontro bem sucedido de um casal, da formação de uma família.

Mesmo sem nunca ter feito hipnoterapia, essa mulher encontrou seu rumo usando apenas a força da sua vontade. Se tivesse feito, muito provavelmente teria encontrado, antes, respostas importantes. Teria sofrido menos. É por isso que, aonde quer que eu vá, sempre que o tema vem à tona, falo da indicação da hipnose clínica para problemas de infertilidade. E conto histórias como essas que, para mim, exemplificam bem todo o poder da nossa mente sobre o nosso corpo.

São relatos muito comuns, não são? Acredito que todo mundo conhece algum caso do tipo. De gente sem disfunções orgânicas aparentes, mas que não consegue gerar uma criança. Que adota um filho (ou faz inseminação) e depois consegue ter outro herdeiro apenas com a natureza cumprindo seu papel. Pois lembremos que, além da natureza, a hipnoterapia também pode fazer a sua parte. E acalmar mentes e corações ansiosos pela hora de segurar um bebê nos braços.

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Hipnoterapeuta OMNI e jornalista. É especialista em hipnoterapia para crianças (Hypnokids) e mulheres. Também é mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Defensora dos direitos da mulher, tem orgulho de ser uma das sócias da Fênix Hipnose Clínica, ajudando a combater desigualdades e fazendo do mundo um lugar melhor para nós todos.

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