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Diabetes e hipnoterapia

Cada dia que se passa é mais comum ouvirmos casos de pessoas próximas sofrendo com o diabetes. E o que antes era uma doença de nascença ou das pessoas mais velhas, com sobrepeso e sedentárias, hoje se tornou um dos maiores medos e problemas da nossa sociedade moderna. Mas, além dos medicamentos, o que poucos sabem é que existem muitas outras formas assertivas de controlar a doença, e uma delas é a hipnoterapia.

Por muito tempo foi aceito a ideia de que seu maior causador era a genética, ou seja, caso houvesse um caso na família com quase 100% de certeza, você também teria. Porém, muitos estudos da epigenética e estudos recentes sobre os telômeros afirmam que a genética é apenas uma pequena parte do processo.

O seu estilo de vida e fatores emocionais são gatilhos muito poderosos para o aparecimento desta e de muitas outras doenças.

Mesmo com a grande evolução da medicina, ainda não se encontrou a cura para a doença, que já alcançou a marca alarmante de 422 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, somos 16 milhões de pessoas com o diabetes (OMS). Ainda na mesma pesquisa, foi identificado que a taxa de incidência da doença cresceu 62,8% em 10 anos, ou seja, o diabetes é uma epidemia global, e o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking.

Diariamente se descobrem novas drogas que auxiliam no controle da doença, ainda assim, para um controle eficiente, é necessário também um estilo de vida saudável, com ingestão controlada de carboidratos, atividade física e muita hidratação. Mesmo assim, é comum vermos pessoas utilizando as quantidades máximas da medicação (no caso, insulina basal e ultra-rápida) e ainda assim permanecerem com a glicemia muito elevada.

“Mas por que isso acontece?” Continue lendo e descubra o motivo.

O que é diabetes

O diabetes mellitus é uma doença crônica não transmissível (são aquelas doenças adquiridas, normalmente por anos de hábitos prejudiciais à saúde como: má alimentação, sedentarismo, consumo de álcool desequilibrado, uso de drogas, tabaco etc…) que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue utilizar de maneira eficaz a insulina que produz. A insulina é o hormônio que regula o açúcar no sangue e é fundamental para a manutenção da saúde e bem-estar do organismo, que precisa de energia da glicose (açúcar) para funcionar. Entretanto as altas taxas de glicose no sangue podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes descontrolado pode levar a perda de membros (dedos, pé, olho e visão) e pode também até levar à morte.

Fonte: Ministério da Saúde

Um dos principais desafios da doença é que o diabetes não tem sintomas claros, o que dificulta muito o seu diagnóstico e controle. Por exemplo, pessoas com pré-diabetes podem apresentar sintomas mais aparentes do que uma pessoa com diabetes. As complicações também não são iguais para todos os pacientes. Por isso, é muito importante fazer exames de rotina.

Os principais tipos de diabetes mellitus são: Tipo 1 (não produz insulina), Tipo 2 (produz insulina, mas o corpo não consegue usar bem. Cerca de 90% dos diabéticos brasileiros têm este tipo, que está diretamente associado ao sobrepeso, sedentarismo e alimentação desequilibrada.

Dados recentes e alarmantes da Sociedade Brasileira de Diabetes estimam que 40 milhões de brasileiros já sejam pré-diabéticos, ou seja, possuem o nível elevado de glicemia em jejum, variando entre 100 e 125 mg/Dl.

Afinal, o que é hipnoterapia?

Muitas pessoas ainda hoje desconhecem o que é hipnoterapia e o real impacto e capacidade de cura que ela possui.

Basicamente, a hipnoterapia consiste na terapia utilizando a hipnose como facilitador para acessarmos a nossa mente subconsciente, de maneira rápida, fácil e assertiva. E dessa forma desbloquearmos todas os aprendizados traumáticos (emoções) que estejam gerando comportamentos disfuncionais e/ou desequilíbrio orgânico (doenças).

Apesar de ainda existir pouco embasamento científico na área, são inúmeros e incríveis os relatos de pessoas que se libertaram de mazelas que a própria medicina não dá solução ou tratamento. Existem vários casos de cura, desde gagueira até câncer de mama.

A hipnoterapia utiliza como base de atuação o modelo de cérebro trino, que é a teoria da mente mais aceita da atualidade, ela foi criada pelo neurocientista Paul Mclean. Nela, o nosso cérebro é dividido em cérebro reptiliano, cérebro emocional ou cérebro límbico e o cérebro racional ou neocórtex.

E apesar de, por muito tempo, acreditarmos que para agirmos em direção aos nossos objetivos era necessário apenas força de vontade e determinação, ou seja, usar nosso cérebro racional, estudos recentes comprovaram que as nossas decisões são tomadas, em grande parte, pelo cérebro emocional, não o contrário.

E basicamente a forma de tomada de decisão do cérebro límbico ou emocional é feita através das experiências vividas no passado.

Ou seja, ele quer nos proteger. E se por algum motivo algo foi gravado como ameaça, o nosso cérebro emocional irá rejeitar aquilo novamente em nossas vidas.

O caso de um fumante, por exemplo, que, por algum motivo, a mente emocional gravou o cigarro como algo muito prazeroso e que protege ele.

Então, mesmo que a pessoa queira parar de fumar, pois ela conscientemente sabe ou acredita que faz mal, ela não consegue parar, mesmo com o uso de medicamentos, pois a mente emocional ou subconsciente rejeita.

É assim que a nossa mente emocional age e ponto. Por isso, muitas pessoas fazem de tudo para emagrecer, mas na hora H “dão um jeito” de pôr tudo a perder.

E assim age a hipnoterapia, desbloqueando esses aprendizados traumáticos que estão gerando desequilíbrio físico e emocional. E quando esses eventos do passado são ressignificados na nossa mente, o problema vai se diluindo e some. E este é o processo que vem curando muitas pessoas.

pote de açúcar com medidor de glicose

Fonte: stevepb / Pixabay

Minha história com o diabetes e a hipnoterapia

Eu fui diagnosticado com o diabetes tipo 1 (dependente de insulina) há mais de 10 anos, quando cheguei no consultório médico com 450 mg/dL de glicemia. Na época, rejeitei esse diagnóstico com todos as minhas forças. Foi me receitado insulina, mas eu rasguei a receita na porta do consultório médico, prometendo que nunca tomaria aquilo e que daria um jeito de me curar.

Foi realmente muito difícil conseguir baixar e normalizar a glicemia sem a insulina, mas o fato é que eu CONSEGUI. Acabei arrumando muitos jeitos de controlar a minha glicemia e doença. Claro que nunca de forma extremamente assertiva. Fiz dietas das mais loucas, zerei açúcar, tomei chás, treinei meu corpo diariamente… mas sem deixar de buscar pela minha cura.

* Opinião minha: Eu acredito na cura de todas as doenças, inclusive do Câncer e HIV.*

Quando conheci a hipnoterapia, eu tinha um quadro razoavelmente controlado apenas com medicamentos.

Na primeira sessão os resultados já foram muito bons, mas acabei relaxando e parei de me cuidar.

Fiquei sem nenhum quadro clínico, sem remédios e sem uma dieta específica por mais ou menos uns 9 meses, foi quando eu tive um grande problema e simplesmente, em segundos, tudo o que eu havia conquistado foi por água abaixo. Fui parar novamente no médico com 500 de glicemia e passei o dia no hospital. Depois disso, fui medicado com insulina tresiba (lenta ou basal) 14UI por dia.

Segundo o meu médico, pelo grau que eu me encontrava no primeiro atendimento com mais de 350 mg/dL de glicemia e vindo de uma internação com mais de 500 mg/dL, seria bem provável que apenas a insulina lenta não fosse capaz de controlar o meu quadro, e que em breve seria inevitável o uso da insulina rápida.

Após a minha sessão de hipnoterapia, minha liberação de insulina aumentou de 2,7 uM/L para 4,7 uM/L e minha glicemia jejum caiu de 351, de primeiro exame, para 131, no segundo exame.

É claro que ainda é muito cedo para afirmar alguma coisa, mas que minha saúde melhorou infinitamente, isso é inegável.

Foi necessário inicialmente o uso da insulina basal para o controle, já hoje passo dias sem a utilização, mas controlando a minha glicemia praticamente a cada hora. Neste exato momento que escrevo, minha glicemia está em 70 mg/dL, uma hora após o almoço.

Antes da terapia, mesmo com a insulina, atividade física e uma dieta equilibrada, demorava muito mais tempo para a glicemia regularizar após qualquer refeição.

Emoções disfuncionais e doença

A cada dia fica mais claro o real impacto das emoções em nossas vidas e saúde. Muitos estudos vêm sendo feitos neste campo e são extraordinários os resultados.

Pesquisas já comprovam que técnicas como a meditação, mindfulness, coerência cardíaca/biofeedback, psicologia positiva, entre outros, têm resultados fantásticos para o alívio do estresse e todos seus resultados deletérios à nossa saúde.

Segundo Daniel Goleman em seu livro O cérebro e a Inteligência Emocional, o estresse tem grande papel em nossas vidas, mas ele não é apenas o vilão, em alguns momentos e de algumas formas, ele também é mocinho.

Mas que dependendo do nível de estresse que somos expostos e da frequência com que ocorre essa exposição, podemos sofrer consequências muito negativas em nossa saúde.

Daniel Goleman afirma que o estresse disfuncional ativa o sistema simpático, liberando adrenalina (hormônio da ação/reação) e o cortisol (hormônio do estresse), preparando nossos corpos para lutar ou fugir. Esse estresse vivenciado de forma disfuncional, sequencial e descontrolada gera uma hiper excitação nesse sistema, desequilibrando o nosso corpo e gerando doenças.

Segundo a pesquisadora Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, as pessoas que possuem esse estado de alarme (ameça) frequentemente ativados geram muitos resultados negativos para o corpo, um deles é a baixa resposta do sistema imunológico do nosso corpo ou o fortalecimento deste, estimulando respostas autoimune desequilibradas.

Ela também afirma que o estado oposto de relaxamento (ativação do parassimpático), que ocorre quando meditamos ou fazemos auto-hipnose, biologicamente e neurologicamente é um modo de restauração e recuperação. E esses estados são amplamente favorecidos, quando vivenciamos emoções positivas e suas liberações hormonais.

Ainda há muito caminho a ser percorrido sobre este assunto, mas cada dia se faz mais necessário conhecer sobre como as emoções afetam a nossa vida. Visto que a cada dia nossa sociedade esta mais doente e dependente de remédios.

Como eu controlo a glicemia

Hoje, eu achei um meio de ter minha glicemia perfeita. É claro que não existe fórmula mágica, então o processo envolve engajamento e muito vontade.

Além de ter uma alimentação saudável, pratico atividade física 6/7 vezes na semana,  faço auto-hipnose (processo que tem alguma semelhança com a meditação) e, sobretudo, faço a lição de casa, me livrando do lixo emocional que ainda existe dentro de mim, usando a hipnoterapia.

Eu também utilizo uma técnica chamada de coerência cardíaca, que tem por objetivo diminuir a minha frequência cardíaca através da respiração e assim ativar o sistema de recuperação e regeneração do corpo.

Atualmente ainda sou diagnosticado como diabético, e por isso não posso afirmar nada além de que a hipnoterapia me ajuda a controlar melhor a doença. Mas acredito, sim, que isso pode e vai ser mudado ao longo do tempo. E em breve teremos uma cura real para alguns tipos de diabetes.

Então é isso, espero que vocês tenham realmente gostado do artigo. Compartilhe com seus amigos e familiares e até breve!

 

 

Hipnoterapeuta, coach e mentor de saúde, Samuel é graduado em Educação Física e apaixonado pela Saúde Física e Mental. Possui especialização em Fisiologia e Fisiopatologia do Exercício. Tem experiência de mais de 15 anos na área de emagrecimento, área de sua especialidade, onde já ajudou muitas pessoas a emagrecerem. Por ter atuado como coach de CrossFit e ter competido por muitos anos, também ajuda atletas e aficionados pelo esporte a aumentarem a sua performance esportiva através da hipnose.

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