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Desenvolvimento Pessoal: como a hipnoterapia pode ajudar

Diariamente recebo mensagens de pessoas perguntando se a hipnoterapia pode ser usada para desenvolvimento pessoal. Neste artigo, quero trazer a compreensão de como a hipnose é uma ferramenta poderosa neste processo de autoconhecimento.

Confesso para você que quando comecei atender, subestimava o processo dentro deste contexto do desenvolvimento. O motivo é simples: eu estava imerso e extremamente encantado com o resultado da hipnoterapia no tratamento de doenças graves como depressão, síndrome do pânico e a TAG (transtorno de ansiedade generalizada).

Mas aí começaram a aparecer muitas pessoas com demandas emocionais diferentes, que não se caracterizavam como doenças, mas que eram tão prejudiciais quanto. E aí, entendi que a hipnoterapia vai muito além do tratamento de doenças, podendo ser uma ferramenta poderosa de desenvolvimento pessoal.

O que é desenvolvimento pessoal?

caderno com texto de desenvolvimento pessoal

Marta Kulesza / Pixabay

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Podemos definir desenvolvimento pessoal como um processo de autoconhecimento, uma área que tem o propósito de desenvolver as nossas habilidades pessoais para melhorar nossa qualidade de vida e, assim, sermos mais conscientes, felizes e realizados.

A definição é muito linda, né? Mas vamos para a prática!

Quando falamos em desenvolvimento, logo pensamos na pessoa que gostaríamos de ser e em tudo que nos atrapalha de batermos nossas metas e alcançarmos nossos objetivos. Todos nós temos limitações, o problema é quando nossa vida trava por conta delas.

Demanda emocional

Você já deve ter escutado que para toda ação existe uma reação. Nossa mente é exatamente assim. O cérebro é especialista em automação de processos e, um dos intuitos disso, é economizar energia. Quando aprendemos algo novo, nosso cérebro automatiza para que tudo fique mais fácil, e isso funciona muito bem.

Quando começamos a dirigir, por exemplo, tudo parece difícil, chegamos a pensar que é muita coisa para decorar e prestar atenção. Mas logo, com a prática, fica muito mais fácil e automático, tanto que conseguimos dirigir e ao mesmo tempo pensar em outras coisas. Da mesma forma, tudo o que o cérebro aprende e repete, ele automatiza, e é aí que começam o que chamamos de demandas emocionais.

Já atendi inúmeras pessoas com as mais variadas demandas emocionais, e para que você entenda melhor, vou trazer aqui o caso de um dos meus clientes: conheça João (nome fictício), um cliente que tinha um padrão de comportamento muito prejudicial, ele mentia.

Talvez você esteja pensando – Ah! Mas todo mundo mente! Pode até ser que tenhamos o hábito da “mentira social”, mas o dele era patológico. Um padrão tão enraizado que nem ele mesmo sabia o porquê fazia, na maioria das vezes, sem nenhuma necessidade. João me procurou porque chegou no limite, o casamento acabou por conta das mentiras. Ele também mentia para seus clientes e amigos.

Quando começamos o processo de hipnoterapia, João teve a oportunidade de entender onde foi que esse padrão iniciou. Confesso para você que, apesar de fazer parte da minha rotina, ainda me surpreendo com a capacidade que a mente humana tem de subentender os fatos e criar padrões, de forma instantânea e autônoma.

João voltou a infância, quando tinha apenas cinco anos de idade e sua família estava passando por dificuldades financeiras. No primeiro evento, um homem foi cobrar uma dívida de seu pai, que foi agredido pelo cobrador na frente da sua casa. João estava na janela, viu tudo o que aconteceu e ficou com muito medo. Em um outro evento, agora com oito anos, o dono da casa foi cobrar o aluguel e o pai dele pediu para João dizer que não ele não estava em casa.

Deu para entender? A mente da criança interpretou a mentira como um mecanismo de defesa, e que era necessária para a proteção do pai.

João, já na fase adulta, divorciado e dentro do meu consultório, me disse que sempre fugiu de brigas e conflitos, e preferia mentir para não precisar dar explicações. É isso que chamamos de demanda emocional.

Um evento + uma emoção = programação. Todos nós temos uma programação, e quando tentamos fazer qualquer coisa que seja diferente daquilo que fomos programados para fazer, sentimos desconforto, medo, insegurança e até mesmo pânico.

João foi programado para mentir. Para ele, a mentira trazia conforto e segurança, que era exatamente o que ele precisava na infância e não teve. Costumo dizer que a mente subconsciente é a nossa criança interior. Um adulto problemático e mal resolvido, nada mais é que uma criança ferida e machucada, que ainda não se curou.

 

A hipnoterapia

 

desenvolvimento pessoal é liberdade

by loulou Nash / Pixabay

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando João teve acesso às memórias que sustentavam esse hábito de mentir, ele teve a oportunidade de dar um outro significado para elas. A hipnose é a única ferramenta que proporciona isso de forma rápida, natural e segura.

O estado hipnótico facilita a compressão dos eventos e a liberação de toda a carga negativa que eles deixaram,  além de potencializar o processo de reeducação da mente subconsciente, que é o que chamamos também de reprogramação mental.

O cérebro tem uma característica peculiar, apesar de ser uma máquina poderosa e incrível, não sabe distinguir o real do imaginário. Quando choramos assistindo um filme triste, por exemplo, é porque nossa mente acredita e aceita a sugestão dada pela história. Por isso também que a hipnose tem um papel fundamental no desenvolvimento pessoal, porque qualquer coisa que impede você de desenvolver suas habilidades, pode ser facilmente identificado e tratado.

Outro exemplo, também de um de meus atendimentos, é o caso da Ana (nome fictício), que tinha muita dificuldade de focar na dieta e academia. Isso causava muita irritabilidade e fazia ela entrar em um ciclo de estresse, desânimo e compulsão alimentar.

Não conseguia perseverar nas suas atividades. Na primeira sessão, ela conseguiu finalmente lidar com a morte do pai, o perdoou e se livrou de toda a culpa que carregava. Através da reprogramação, trabalhamos também a autoestima e a maneira com que ela se enxergava, a autoimagem que ela tinha e que impedia ela de sair se divertir com o namorado e amigos.

Quando ela veio para a segunda sessão, já tinha emagrecido 4kg. Não foi milagre! O que aconteceu com a Ana foi autoconhecimento, aceitação e disposição para iniciar um novo ciclo. Ela me disse no nosso último encontro que tivemos que até os colegas de trabalho perceberam que ela estava diferente, muito mais calma, tranquila e feliz. Não foi apenas perda de peso.

O desenvolvimento pessoal começa de dentro para fora, trazendo a consciência a pessoa que você é, conhecendo a sua essência, suas limitações, seus padrões, sua visão de mundo, sobre o que te rodeia e te norteia.

Percebo um padrão clássico na maioria das pessoas que iniciam a busca no autoconhecimento: todos sabem com clareza o que NÃO querem, mas não fazem ideia do que querem. É como andar no escuro. Quando não sabemos para onde vamos, qualquer caminho serve.

Talvez você até saiba o que quer, mas alguma coisa te impede de fazer acontecer. Para qualquer que seja o caso, recomendo a hipnoterapia! Tenho certeza que você vai encontrar muito mais que o seu objetivo, e sabe porquê? Por que nem nós sabemos o que é realmente importante para nós.

Nossa percepção, na maioria das vezes é tão limitada quanto nossa visão. Por vezes, enxergamos apenas o que queremos enxergar. A hipnose pode te ajudar a ampliar a sua visão, percepção e o seu conhecimento sobre você mesmo, além de ajudar na construção da sua melhor versão.

Se este artigo te ajudou de alguma forma e se você gostou dele, compartilhe com seus amigos!

 

Abraços e até o próximo!

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