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Depressão pós-parto: como a hipnoterapia pode tratar

A maternidade é uma experiência protagonizada por algumas mulheres de dar à luz a um filho. Para algumas, a maternidade é um sonho de formar ou iniciar uma família, e é vista de uma forma linda e mágica.

No momento em que uma mulher descobre que está grávida, ela pode sentir um turbilhão de sentimentos, bons e ruins, seja por uma gravidez inesperada, por finalmente ter conseguido realizar o desejo de engravidar ou simplesmente pela expectativa em relação ao futuro bebê.

Culturalmente a maternidade geralmente está associada e idealizada a um momento único de felicidade e de plenitude pessoal na vida de uma mulher. A ideia existente em uma sociedade de que a maternidade é um dom natural, automático, ligada ao instinto, passa a exigir da mulher uma dedicação, doação integral e amor incondicional.

Por mais que a maternidade seja algo especial na vida de uma mulher, é preciso ter a consciência de que não é só o lado poético que existe. Que o instinto materno não é algo universal. Que para muitas mulheres a maternidade não é algo natural.

E para as mães que desenvolvem depressão durante a gravidez ou pós-parto, nesse momento elas se sentem ainda mais incompreendidas, culpadas, pois apresentar qualquer desapreço com o bebê é julgado como algo impensável, com repúdio (inclusive por elas mesmas).

Gestação

Durante a fase da gestação, algumas mães acreditam que apenas experienciarão emoções boas e prazerosas, como amor e felicidade extremos. Mas a realidade pode ser bem diferente da expectativa. Durante essa fase, a maioria das mulheres passam por grandes mudanças em suas vidas, o corpo, alimentação, a dinâmica familiar, a carreira profissional… tudo muda.

Milhares de preocupações, medos, incertezas e inseguranças passam pela mente e corpo da gestante nesse momento.

mãe com depressão pós-parto

Fonte: 1388843 / Pixabay

Depressão pós-parto

E como fica a mulher depois que o bebê nasce? Após a chegada de um filho, muitas mudam as prioridades de suas vidas.  Algumas mulheres sentem uma leve melancolia e uma certa hostilidade no momento de se conectar ao bebê.

Em razão das oscilações hormonais serem enormes durante o parto, essas emoções e percepções são consideradas normais até certo ponto.  Mas ao perceber esses sentimentos, a maioria das mulheres se sentem angustiadas, sozinhas, se criticam como se fossem “as piores mães do mundo”, “mães ruins” por não sentirem aquele amor instantâneo e incondicional que todas as mães demonstram.

E se culpam pelo cansaço, por não estarem “radiantes” com o nascimento, pelos pensamentos que passam em sua cabeça…

Agora deixa eu te falar diretamente, caso você perceba, após o parto, que está deprimida constantemente, com pensamentos suicidas, irritabilidade e mudanças de humor, conte para sua família seus sentimentos e suas sensações, peça ajuda ao seu médico e procure um profissional para te acompanhar, não tenha medo.

Em primeiro lugar, pare de se cobrar e culpar tanto. As mães carregam muita culpa, e você precisa saber que não é menos mãe por conta do que está sentindo. Não precisa sofrer em silêncio e sozinha. As mães fortes também precisam de apoio, para sermos primeiro a melhor pessoa para nós mesmas e nossas famílias.

Sei que sentir tanta dor e oscilações é difícil, muitas vezes insuportável, mas o que a princípio parece sem esperança, é superável.

Sei o quanto é difícil ver a pessoa que amamos com depressão, por isso, se você é o companheiro, familiar ou algum amigo, procure ficar atento e alertar os mais próximos, compreender sem julgar, apoiar e buscar especialistas.

De acordo com a OMS, cerca de 10% das mulheres grávidas e 13% das puérperas apresentam um transtorno mental, e a depressão pós-parto pode atingir de 10 a 20% das puérperas.

Como a hipnoterapia pode tratar?

A hipnoterapia é uma ferramenta incrível que tem ajudado muitas mulheres.

O importante é encontrar a causa do problema para poder tratá-la de forma eficaz. A depressão tem suas causas, mas também tem suas soluções.

Partimos do pressuposto de que se uma mulher não nasceu com depressão, isso teve um início, uma causa. Ou seja, momentos que desencadearam esse sintoma. E a causa do problema não precisa ser necessariamente algo marcante e traumático, às vezes é a repetição de fatos que reforçam uma emoção negativa, e isso também pode causar danos em nossa programação e nos deixar depressivos.

Na hipnoterapia, temos como objetivo encontrar onde tudo começou e fazer uma reprogramação ou uma reeducação na mente da pessoa para que ela compreenda os eventos que desencadearam esse sintoma e, assim, o sistema dela não precisará mais manifestar a depressão ou qualquer outro sintoma. É uma reprogramação, uma nova ressignificação na maneira de pensar, falar, agir e sentir.

A hipnoterapia é um trabalho de cooperação, onde a melhora da indivídua não é terceirizada para o hipnoterapeuta ou qualquer outra pessoa. O resultado, assim como a própria sessão, depende muito de cada mulher, do seu comprometimento e engajamento, e de ter a consciência que nós somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade e tristeza, doenças e saúde. É importante compreender que ninguém mais, além dela, é responsável pela sua “autocura” e por tomar as rédeas da própria vida.

E é importante ressaltar que a hipnoterapia ou qualquer tratamento psicológico pode ser realizada e é indicada antes mesmo da mulher engravidar ou desde o início da sua gravidez.

Pois as situações de cada mulher são muito diferentes. Há mulheres que engravidam sem terem planejado, o que pode causar muitas preocupações, como aceitação desse filho pelo companheiro/família e ansiedade pelas mudanças que irão ocorrer em sua vida. Há também, as mulheres que passaram por um período delicado tentando engravidar, e a descoberta da gravidez pode vir acompanhada de frustrações, medo exagerado de uma possível perda ou com uma expectativa muito alta em relação à gestação e ao futuro filho.

Outras questões importantes que podem ser trabalhadas são: o nascimento de um bebê com deficiência, nascimento prematuro,  vínculo da gestante com o bebê,  adaptação ao novo momento e, muitas vezes, a desconstrução de uma idealização.

No espaço terapêutico, todos os receios e inseguranças serão acolhidas, ouvidas e trabalhadas de forma sigilosa e sem julgamentos. E essas mamães poderão vivenciar a maternidade com mais leveza, gentileza e amor. E principalmente mais amor próprio.

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Hipnoterapeuta pela OMNI Hypnosis Training Center.  Membro da National Guild of Hypnotists – NGH, especialista em Hipnose para Crianças – HypnoKids. Como hipnoterapeuta vem atuando com adultos e crianças, ajudando-os a melhorarem sua autoestima, serem mais confiantes e a despertarem o potencial que há dentro de cada um, de forma rápida e duradoura.

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