Junte-se ao grupo de assinantes e receba dicas, e-books e artigos do HypnoPlace.



Criança triste: Como a hipnose pode ajudar

Seu filho tem se demonstrado triste, apático, abatido ou isolado com frequência? Entenda, neste artigo, como a tristeza na infância ocorre e como ajudá-lo a superar isso.

Episódios de tristeza são comuns e naturais, presentes na vida do ser humano em qualquer fase da vida. É normal que crianças possam apresentar tristeza, irritabilidade ou aborrecimento como resultado de um determinado fato, de modo momentâneo e fisiológico. Porém, essa tristeza tem se apresentado cada vez mais frequente na fase infantil e com intensidade.

Estima-se que uma criança, entre quatro e cinco no mundo, possui algum tipo de transtorno mental. Portanto, é interessante observar a constância dos sinais que a criança triste demonstra, no sentido de identificar sua origem, a fim de prevenir a depressão infantojuvenil.

criança caminhando no trilho com seus pais

Fonte: Greyerbaby / Pixabay

Criança triste: o contexto e a contribuição dos pais

Apresento aqui alguns fatores responsáveis por tornar uma criança triste, fatores estes preocupantes e que foram motivados pelos próprios pais.

Estamos vivendo um momento em que os pais se sentem culpados por não conseguirem suprir a criança com tudo o que ela quer, pois tentam oferecer a ela o máximo que podem materialmente. O resultado disso são crianças que colocam suas expectativas em objetos, e no ato que ela ganha um brinquedo, por exemplo, ela já quer outro, nunca se sente satisfeita e nunca estará, pois não está sendo suprida emocionalmente, senão materialmente.

Em muitos casos isso se dá, principalmente, pela ausência dos pais e a terceirização da educação dos filhos e consequentemente do amor, carinho e presença. Claro, qualquer brinquedo ou presente que for dado a essa criança será insuficiente quando a falta que ela sente é tão só a afetividade daqueles que deveriam estar presente durante o seu crescimento, suas conquistas e seus primeiros êxitos.

Entre algumas motivações para a iniciação do quadro de uma criança triste está também a rotina excessiva de atividades atribuídas a ela, limitando seu tempo livre de brincadeiras e descanso, sobrecarregando seu sistema emocional. Como disse anteriormente, suas rotinas podem estar preenchidas, mas seu coração vazio.

Outra questão relevante é que os pais estão envolvendo os filhos com seus próprios problemas de adultos, desde os menores até os mais pesados como, por exemplo, a separação do casal. Como consequência, essa criança acaba se transformando em uma pessoa já exausta desde cedo, rumo a uma estafa precoce, tornando-a ocupada com problemas que não lhe pertencem, preocupada e muitas vezes com sentimento de culpa sobre o fardo imposto injustamente.

Por outro lado, existe uma falsa ideia de que a infância é uma etapa por si só de pura alegria, felicidade e contentamento, que não pode haver lugar algum para tristeza. Porém, como qualquer fase da vida, tem suas alegrias e tristezas. Aqui se encontram aqueles pais que fazem de tudo para poupar o filho do sofrimento, evitando seu contato com frustrações cotidianas, como a aflição da saudade, acontecimentos desagradáveis como morte na família, separação dos pais e até mesmo uma adoção, além de outros fatos do mundo que a rodeia.

Distanciando essa criança da dor, muitas vezes os pais estão propiciando a ela o início de um estado de melancolia, causado pela ausência de expectativas, de crescimento e amadurecimento. E acaba sendo pior quando, inevitavelmente, essa criança acaba conhecendo o sofrimento distante dos pais, de forma inesperada, através de algum evento grave, resultando em um impacto muito forte, uma vez que os pais deveriam ser seu suporte e guia neste momento delicado.

Mas não é só isso. Um dos problemas mais comuns e catastróficos são as famosas frases como: “você é burro”, “você não é capaz”, “você é feio”, “você é gordo”, entre tantas outras que os pais dizem sem saber o nível de gravidade do gesto que estão cometendo. Pois uma simples frase desta pode por a perder a autoestima do seu filho para o resto de sua vida, gerando uma criança triste.

Ademais, contexto familiar conturbado, abusos físicos, emocionais e sexuais, perdas significativas, bem como histórico familiar depressivo, são alguns outros fatores significantes que podem levar ao estado de tristeza na infância e que devem ser identificados e resolvidos o quanto antes.

Identificando a criança triste

Segundo pesquisadores, as crianças expressam melhor sua tristeza através de sinais faciais, desenhos, mudança brusca de comportamento, postura corporal e na perda de interesse nas atividades que mais gostam. Lembrando que, além dos pais, cabe também aos professores e educadores o processo de identificação.

Outros estudos apontam alguns sinais que essa criança triste pode apresentar: dificuldade no relacionamento familiar, queda nas notas escolares, falta de concentração, dores geralmente na barriga (sem causa aparente), alterações no apetite, medos e dificuldades para dormir.

É importante ressaltar que a criança, por si só, pode ser incapaz de identificar porque está triste, porque muitas vezes não é identificada uma razão real para isso, dessa forma, ela não pode ser culpada pelo que apresenta.

bebê olhando para a câmera

Fonte: Cherylholt / Pixabay

A programação da tristeza

O bebê quando nasce é um sujeito dependente, suas condições fisiológicas estão desprotegidas, precisa de atenção e dedicação por parte de alguém que seja capaz de ajudá-lo a sobreviver e a crescer. Da mesma forma, ele está suscetível a todo suprimento emocional que essa pessoa pode oferecer.

Assim, ao longo de sua infância ele vai formando sua identidade, não somente física, mas emocional, através dos vínculos afetivos que são criados entre ele e seus pais.

Para que ele tenha um bom desenvolvimento emocional, se torne uma criança forte, segura e confiante é necessário um meio adequado de amor e carinho, para que concomitantemente ele passe a reproduzir estes mesmos sentimentos, após internalizá-los.

Eu costumo dizer que os maiores hipnotistas da criança são seus próprios pais. Ela está em processo constante de aprendizado, e seu cérebro está absorvendo conhecimentos, hábitos e sentimentos a todo vapor. E as pessoas que estão mais presentes na sua vida são seus pais, atuando como autoridades em assunto de educação.

Tudo o que é dito pelos pais tende a ser aprendido pela criança como uma verdade irrefutável. Não somente as palavras, mas seus atos, comportamentos e hábitos. Se o pai ou mãe possui algum hábito negativo, para a criança aquilo é aprendido como correto e passa a reproduzir tal qual sem saber das consequências que mais tarde pode lhe vir a resultar. O ditado: “filho de peixe, peixinho é” explica bem o motivo pelo qual filhos de pais depressivos ou tristes tendem a apresentar os mesmos sintomas.

Dessa forma, não nasce uma criança triste, ela recebe uma programação que a torna desse jeito. As informações aprendidas pela criança, seja através de palavras, hábitos ou atos, vão se acumulando em sua mente subconsciente, que a programa para exercer a função de uma pessoa triste, até que em algum momento ela começa a sinalizar através das emoções e do corpo.

Como evitar a ocorrência da tristeza

E o que pode ser feito para evitar isso?

Pais presentes em maior quantidade de tempo possível durante a infância, não fisicamente apenas, mas principalmente com qualidade de tempo dedicado somente para elas, atentos aos seus movimentos, pacientes, amáveis, corrigindo-as sempre que necessário e transmitindo segurança.

Diga, diariamente, o quanto são amadas e importantes na sua vida.

O objetivo é que elas se sintam amadas e seguras. E uma vez instalados em uma criança esses sentimentos de amor e segurança, ela poderá superar mais facilmente eventos ruins que acontecem ao longo da vida.

criança feliz

Fonte: Pexels / Pixabay

A hipnose pode ajudar a criança triste

Como foi dito, a criança com certeza não nasce triste. Da mesma forma que há uma programação que a leva ao caminho da tristeza, existe outra que pode fazer o caminho reverso, e isso é possível através da terapia com hipnose: a hipnoterapia.

A hipnoterapia pode livrar uma criança de sua carga emocional negativa já implantada, restabelecendo sua saúde emocional, impedindo que ela siga com o problema e chegue a um quadro mais grave na fase adulta ou na adolescência.

Hipnose transforma vidas e aumenta a qualidade de vida de crianças e famílias inteiras, de maneira totalmente natural e segura.

Se você leu este artigo e se identificou, procure um hipnoterapeuta qualificado já! Não permita que o futuro do seu filho seja inferior ao que ele merece.

Gostou do conteúdo? Compartilhe com seus amigos e familiares!

 

 

Graduada em Nutrição e Pedagogia pela UFMS. Hipnoterapeuta OMNI, com formação em hipnoterapia infantojuvenil através do HypnoKids (da mesma instituição). É especialista em depressão em adolescentes e no momento atua exclusivamente como hipnoterapeuta, em Campo Grande – MS.

X