Junte-se ao grupo de assinantes e receba dicas, e-books e artigos do HypnoPlace.



Como superar a culpa através da hipnose

Lembra de alguma vez, quando você era criança, que sua mãe ou pai disse para você que caso se comportasse, eles ficariam felizes?  Ou quando você tirasse nota 10 nas provas da escola, teriam orgulho de você? Se você parasse para pensar agora, o que, naquele momento, aconteceria se você tirasse um 7 nas provas ou que se desentendesse com um amigo ou vizinho? Exato. Um sentimento chamado CULPA.

Durante sua vida inteira e principalmente durante sua primeira infância, você aprendeu muitas coisas que disseram para você que eram coisas legais ou que eram regras. Muitas delas, podiam até não ter nenhum fundamento e, mesmo assim, lhes eram impostas por ser uma tradição familiar, social ou cultural do seu ambiente.

Desde a antiguidade, a culpa é utilizada como uma arma para controlar e manipular as pessoas que simplesmente seguiam as regras preestabelecidas a fim de não se sentir responsável por algo que pudesse trazer um prejuízo a alguém ou à sua própria vida, mesmo que este fosse real ou imaginário.

Você deve agora estar refletindo sobre essas regras que de alguma forma estão mantendo você prisioneiro de um sentimento que lhe traz um misto de medo e angústia. Isso é a culpa.

criança com culpa

Fonte: CANVA

 

O que é a culpa?

Na minha experiência clínica, percebo que quase todos os clientes atendidos, de alguma maneira, em algum momento de suas vidas, aprenderam que algo que fizeram seria passível de uma punição ou que traria um prejuízo material ou moral para alguém.

Segundo o neurocientista Dr. Jailson Pinheiro, “a culpa está intrinsecamente ligada ao processo de consolidação e evocação de memórias”. Assim, a culpa se estabelece como a construção de uma verdade de autopunição baseada nos aprendizados de tais regras sociais, religiosas e culturais. A simples interpretação de uma inconsciente permissividade e apatia já são suficientes para iniciar um processo de culpa.

Ainda de acordo com o Dr. Jailson Pinheiro, “Só sentiremos culpa se houver pontos de referências em nossas redes neurais. Quando abordo os programas emocionais afirmo que culpa não é uma emoção e sim um sentimento complexo. É uma auto recriminação que alimenta o sofrimento do próprio indivíduo”.

Na prática, vejo que a manutenção dessa auto recriminação gera um grande gasto de energia e consequentes distúrbios psicossomáticos, como veremos em seguida.

Como a culpa é percebida?

H.C.M.A, 37 anos, 1 filha, empreendedora, casada e escrava de um relacionamento abusivo de 15 anos.  Me procurou porque seu marido tinha ciúmes excessivos, problemas com bebida e, para piorar a situação, moravam numa casa anexa à casa da mãe dele.

Mas ela queria tratar ele?  Também.  No fundo, ela queria arrancar dela a culpa que a consumia por estar permitindo que tudo isso tivesse acontecendo em sua vida.  A culpa de não se sentir livre, a culpa de dar mau exemplo à filha.

Para completar, ainda havia a culpa de se manter prisioneira numa relação que ela mau sabia que simplesmente estava mantendo por causa de um padrão emocional gerado por um discurso que sua mãe costumava reproduzir.

Ela disse a vida toda para minha cliente que casamento era sagrado e que se Deus tinha abençoado (na igreja), ninguém poderia separar.  Estava ali instalado uma corrente imaginária em seus pés e mãos. Aquele tal sistema de autopunição.

Talvez você nunca tenha parado para pensar porque as pessoas seguem diversos rituais e se mantem limitados aos mesmos. É evidente que por trás de todos esses rituais, a culpa sempre estará envolvida como parte de evitar que o indivíduo sinta, dentro de si, a maior dor ou o maior medo que é a rejeição.

Isso mesmo que falei.  A autopunição desenvolvida pela culpa serve para que o indivíduo, emocionalmente, entenda que ele já está pagando por algum mal, que seu sistema nervoso entende que causou para alguém ou para ele mesmo.

a culpa nos padrões religiosos

Fonte: CANVA

 

Como entender a culpa

Nosso sistema nervoso é informacional. Ou seja, ele sempre se baseia em informações aprendidas. Assim, qualquer tipo de ação nossa, sempre acontecerá com base em aprendizados. Isso significa que não podemos tomar uma ação ou atitude sem que sejam baseadas no que existe como base de nossas crenças e, principalmente, que possam infringir as leis de sobrevivência e economia de energia no SNC.

E.A.R.P, de 28 anos, solteira, modelo, passou a desenvolver uma fobia social depois que começou a lidar com a parte empresarial do seu negócio. Em 1 ano, ela já havia perdido diversos contratos e sua carreira estava por um fio.

Naquele momento, ela praticamente tinha todas as respostas para tudo que estava acontecendo em sua vida. Um antigo sentimento, guardado e alimentado por muitos anos, emergiu tão logo que ela passou a ter contato com contratantes e empresários do mundo da moda.

Alguns anos antes desse período, ela estava iniciando sua vida como modelo e, em vários trabalhos dela, foi muito assediada por homens e mulheres do seu convívio profissional. Fatos que, inconscientemente, a fortaleciam, pois a cada instante, dentro de sua ânsia de se tornar uma famosa profissional da moda, reforçavam sua beleza.  Até que em um determinado encontro com um contratante, o assédio culminou em um abuso sexual.

Você está se perguntando o que tem a ver a modelo, com a fobia social, com o assédio e o abuso, não é verdade?  Pois bem. Seguindo suas leis, a mente dela, no momento do abuso, decidiu que a paralisação, seria a melhor estratégia a ser utilizada, no intuito de manter sua vida (lembra que falei da lei de sobrevivência?).

Daí em diante, aquela garota que iniciava sua brilhante carreira, carregava dentro de si uma culpa. Uma autopunição pelo fato de, conscientemente, não compreender o porquê dela não ter lutado naquele momento de tanta aflição e desespero.

A culpa conectada aos traumas

Fonte: CANVA

 

Como superar a culpa através da hipnose

Através da hipnoterapia, o processo de entendimento, compreensão e reeducação dos padrões emocionais registrados, através de técnicas altamente eficazes, transformam todas as informações aprendidas em novos dados que trarão benefícios e alívio emocional.

Utilizando o exemplo da E.A.R.P, quando em hipnose, ela passou a compreender que a falta de ação, que dentro do processo neurocientífico se chamaria luta/fuga ou ativação do sistema simpático, foi uma estratégia de proteção da vida.

Daí, conscientemente, não há mais por que manter aquela sensação de omissão que trazia fortes emoções e alterações químicas e que tiravam totalmente o controle da situação, mesmo que ela estivesse num lugar seguro.

Poderia aqui citar também tantos outros casos onde o sentimento da culpa estava inserido. Como nas compulsões alimentares, casos de mães que perderam seus filhos para a droga, casos de aborto, disfunções sexuais em homens e mulheres, ansiedade, problemas financeiros, vícios e muitos outros. Em todos eles, sempre há um sentimento de autopunição conectado a falta de compreensão e de autoconhecimento.

A hipnoterapia desenvolve, internamente, a capacidade plena de entender como todos esses mecanismos emocionais funcionam.

Saiba que não importa o que aconteceu. Se você hoje carrega uma culpa aí dentro, o primeiro passo é se fazer uma pergunta:  “eu, naquele momento, sabia como fazer diferente?”.   Reflexões como essa podem ajudar você a se livrar de uma punição que talvez você esteja mantendo e ninguém mais pode transformar isso em perdão, liberdade, respeito e gratidão.

Saiba mais, pesquise, venha conhecer o que a hipnoterapia avançada pode fazer por você!

 

Palestrante, Escritor, Hipnoterapeuta pela OMNI Hypnosis Training Center. Membro da National Guild of Hypnotist – NGH, especialista em hipnoterapia para o tratamento de disfunções físicas relacionadas a fatores emocionais – HypnoCell e Decodificador Mente e Corpo. Membro do grupo Omni Heroes, levo o Autoconhecimento para que todos entendam que é a melhor forma de conquistar tudo que é desejado e sobre como a Hipnoterapia pode desbloquear todo o potencial humano.

X