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Como recuperar notas baixas na escola através da hipnose

Para iniciar, vou contar um pouco da história do Joãozinho.

Joãozinho, de 10 anos, é irmão de Janaína, de 12 anos, e Joaquim, de 15. Seus pais são casados e oferecem a mesma educação para os três filhos. Entretanto, Joãozinho tem apresentado notas baixas na escola há mais ou menos um ano, porém seus irmãos mantêm a média como de costume.

Ele estuda na mesma escola dos dois irmãos, realiza as mesmas atividades sociais, culturais e tem a mesma participação na família, compartilhando da mesma rotina, em iguais condições.

Além do baixo rendimento escolar, os pais também estão observando desânimo frequente, dificuldade de concentração e um pouco de ansiedade. Porém, os irmãos não apresentam nada disso, são “normais”.

Diante disso, com medo de uma possível reprovação, os pais contrataram um professor particular para que ajudasse a melhorar suas notas, porém não viram tanto efeito, mesmo porque ele não consegue manter a atenção nas explicações do professor.

Sua mãe cogitou levá-lo a um psicólogo e até a um psiquiatra, mas o pai preferiu buscar outros meios para resolver o problema do filho sem oferecer riscos ou tratamentos agressivos.

Vejamos agora o que pode estar afetando o desempenho de Joãozinho.

Causas mais comuns do baixo desempenho escolar

Alguns fatores influenciam diretamente o desempenho escolar da criança e adolescente. A maioria deles é responsabilidade dos pais, que são seus orientadores e deveriam conduzir seu filho no caminho do amor e do sucesso.

Entretanto, os pais, muitas vezes negligenciam o cuidado dos filhos. Entre as maiores causas estão a inexperiência e a sobrecarga emocional, seja por dificuldade de equilibrar a vida profissional com a pessoal, entre outros motivos, afetando diretamente o desenvolvimento dos filhos.

Agora veja algumas causas mais frequentes da ocorrência do baixo desempenho escolar.

crianças empolgadas com o jogo no notebook

Fonte: StartupStockPhotos / Pixabay

Mau uso das tecnologias

Muitas vezes os pais permitem que o filho utilize indiscriminadamente os dispositivos eletrônicos, sem hora para começar ou terminar. Fazem isso por negligência, por ser prático e ajudar para que o filho tenha ocupação enquanto realizam suas próprias atividades. E esses dispositivos estão facilmente presentes nas casas e no cotidiano de crianças e adolescentes: tablet, celular, vídeo game, computador, notebook, televisão…

É muito comum eu receber adolescentes em meu consultório que acreditam seriamente que jogar video game é mais importante que estudar. Considero que empenho dos pais na instrução dos filhos na infância, para ter responsabilidade e compromisso com as coisas importantes, evitaria isso na adolescência.

Se os pais não tomarem as rédeas e não determinarem horários e critérios para utilização desses dispositivos, essa pessoa, que está em plena formação e desenvolvimento intelectual, moral, emocional e social, pode acabar preenchendo seu dia imerso nesse tipo de atividade.

Além de trocar a vida real pela virtual, o seu uso ilimitado acaba tomando espaço de atividades mais importantes que as estudantis, culturais e familiar. O tempo passa e na véspera da prova a criança fica abarrotada de conteúdo porque passou o semestre todo perdendo tempo e não se dedicou. Vai mal na prova e no final do ano é aquela loucura em busca de uma solução milagrosa.

E para completar, estudos apontam que o uso excessivo desses dispositivos prejudica a concentração da criança nas atividades escolares, devido à sobrecarga de estímulo em seu cérebro.

Mas é importante lembrar que ela não tem culpa, porque sozinha ela é incapaz de identificar suas prioridades.

Falta de rotina

Quando uma criança está inserida em um ambiente sem regras, sem limites e controle, ela mesma cria sua rotina, é “dona do seu nariz”. Porém, sabemos que ela não tem condições de discernir o que é melhor para sua formação, e suas escolhas são baseadas de acordo com seus desejos, não sendo necessariamente o mais importante para seu desenvolvimento.

Crianças sem rotinas bem estabelecidas aprendem que não é necessário ter horários nem cumprir com compromissos.

Sabe aquela criança ou adolescente que não aceita participar das tarefas domésticas? Que quando a mãe pede para lavar a louça, resmunga, esbraveja, bate o pé, faz cara feia? Pois é, esse é um dos resultados da indisciplina.

E com os estudos seguem a mesma linha. Ela ainda é incapaz de perceber a importância da rotina diária de estudos e leitura, e se os pais não realizam essa cobrança, ela sozinha pode não ser capaz de cumprir com excelência as atividades.

Com isso, esse jovem afastado de uma rotina saudável diária de responsabilidade com os estudos, mais adiante na vida adulta tem grande chance de se transformar em uma pessoa sem comprometimento com as questões mais importantes de sua vida, como o trabalho e o relacionamento conjugal e familiar.

Ambiente familiar

Um dos fatores mais importantes é o ambiente familiar. Coloque-se no lugar de uma criança em plena formação, em uma casa em que reina a agressividade, a gritaria, violência física e psicológica. O pai, quando chega do trabalho, abre uma lata de cerveja e liga a televisão em alto e bom som, sem se importar com os que estão por perto. A mãe, passa o dia no celular.
Sequer se importam de perguntar como foi o dia da criança na escola.

Pegar o caderno para olhar se está cumprindo as tarefas? Nem pensar! O amor e o respeito familiar não existem. Como esperar boas notas assim? Existem grandes chances de que a criança nesse cenário desenvolva transtornos emocionais e comece a reproduzir sintomas de ansiedade, medos e incapacidade, alterando diretamente seu desempenho escolar.

Os pais que não demonstram interesse pelos estudos do filho motivam que ele passe a desprezar o valor da escola e de seu crescimento intelectual.

Bloqueios

Existem alguns sinais que podem te ajudar a identificar se seu filho está apresentando bloqueio mental: falta de motivação para o estudo, falta de concentração, dificuldade de memorização, apatia, ansiedade, baixa energia, dificuldade em iniciar atividades, dificuldade de raciocinar e organizar pensamentos. Além disso, tem também a expressão “eu não consigo”, repetida pela criança com carinha de dó e incapacidade ou, às vezes, até mesmo com naturalidade.

E como isso acontece? Vamos lá!

E se nada melhorar o rendimento escolar?

Diante do que já foi dito, você pode estar se perguntando: mas eu já fiz de tudo, nossa família é unida e respeitosa, temos uma ótima condição de vida, mas meu filho não consegue avançar e as notas permanecem baixas. Então, como recuperar notas baixas na escola?

Entenda um pouco como funciona a parte da mente dele responsável pelo bloqueio.

Todos nós temos três mentes: consciente, subconsciente e inconsciente. A mente subconsciente é a nossa mente responsável por armazenar nossos hábitos, emoções e comportamentos. Ela é responsável por 95% das nossas ações, de acordo com os registros que ela possui e que foram criados ao longo da nossa vida.

Se ela possui um registro carimbado informando que essa criança tem bloqueio para estudo, ela vai fazer de tudo para que a pessoa passe a desenvolver isso no seu cotidiano. Isso acontece porque em algum momento da vida dela ocorreu algum evento (que pode inclusive não ter nada a ver com a escola/estudo) que ficou armazenado e gerou essa informação.

É claro que a criança não tem culpa disso, mas ela vive conforme a demanda da sua mente subconsciente.

Dessa forma, a mente do Joãozinho foi programada para bloquear diante do sucesso nos estudos, além dos outros sinais que os pais deles haviam percebido, como a dificuldade de concentração e a ansiedade.

Vejamos então, algumas recomendações de como organizar a vida do seu filho para melhorar seu desempenho escolar e resolver o problema do bloqueio.

Como recuperar notas baixas do seu filho

Controle das tecnologias

Considero que o uso da tecnologia é interessante e importante, porém, deve-se estabelecer critérios para seu uso.

Para isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) criou o manual “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital” determinando alguns cuidados que devem ser tomados. Vou colocar aqui uma das recomendações que achei muito legal:

“Criar tempo para ser pai, mãe, avô, avó, tio/ tia, madrinha/padrinho sem o uso das tecnologias. Planejar as refeições sem qualquer uso de equipamentos à mesa. Planejar atividades de finais de semana ou férias fora e longe do wifi ou de computadores e celulares ou limitar o tempo de uso para 1-2 horas/dia para todos. Praticar atividades ao ar livre e em contato com a natureza para prevenção da saúde física e mental/comportamental de todos da família.”

E mais adiante:

“Lembrar sempre que você como adulto, pai ou mãe, e, com a convivência diária, se torna um modelo de referência para seus filhos. Portanto, deve dar o primeiro exemplo, limitando o seu tempo de trabalho no computador, quando estiver em casa. Desconectar e estar presencialmente com seus filhos.”

Adorei essas advertências da SBP, achei muito assertivas. Recomendo que você leia o manual completo!

mãe e filha olhando para o pôr do sol em uma praça

Fonte: ukrtor / Pixabay

Atividades

Crianças e adolescentes são por natureza cheios de energia e apresentam uma agitação saudável, que faz com que eles queiram conhecer algo novo a todo momento, explorar o mundo e seus segredos. Eles estão descobrindo o meio a sua volta, tudo é novidade e a curiosidade é constante.

Para ajudar no seu crescimento, é muito importante que os pais proponham atividades interessantes para eles, próprias da idade, permitindo que preencham seu tempo livre e possa contribuir com a sua construção como pessoa.

Atividades ao ar livre, atividade física, em grupos, visitas a locais não conhecidos são alguns exemplos que podem ser ligados ao conteúdo escolar, reforçando o que é visto na escola e melhor ainda, contribuindo para gerar interesse por parte da criança em descobrir, desvendar e crescer.

Traga o aprendizado da sua criança para casa, faça passeios com a família em parques, museus, teatros, bibliotecas, livrarias, cinema, ou simplesmente uma pesquisa de preços no supermercado.

Propor atividades em grupo, sejam estudos para prova ou unir um grupo de colegas para um debate sobre algum assunto importante do momento.

Recomendo iniciar hoje mesmo com seus filhos “a hora da leitura”. Estabeleça um horário tranquilo para todos e faça todos os dias uma leitura de um texto, que pode ser uma fábula, parábola, notícia jornalística, poemas, texto bíblico…enfim, em que todos tenham a chance de ler um pouco em voz alta. Toma poucos minutos, reúne a família e promove o desenvolvimento da oralidade.

Rotina e organização

O estabelecimento da rotina deve se iniciar pelo básico. Horários para dormir, acordar, comer e tomar banho. Depois de cumprida essa etapa, acrescente o horário diário para estudos. Você vai perceber que além de não acumular conteúdo para vésperas de provas, a criança vai começar a pegar gosto pelo hábito de estudar.

Para isso, organize o ambiente, verifique a luminosidade e se está livre de estímulos sonoros para evitar ao máximo qualquer interrupção ou desconforto.

Família

Para que a criança se desenvolva bem, há necessidade de amor e respeito dos pais, além disso, que acompanhem suas atividades, boletins, provas e verifiquem os livros e cadernos diariamente.

Estudos apontam que os alunos mais bem-sucedidos são os que possuem bom relacionamento com os pais e se sentem apoiados. Da mesma forma, os alunos que tinham pais com nível superior possuíam as melhores notas.

Logo, se você não tem hábito de leitura, comece hoje mesmo. Os filhos são altamente influenciados pelas atitudes dos pais.

Esteja junto da criança nas suas atividades e faça ela se sentir acompanhada, respeitada e demonstre que você tem interesse por seu crescimento e orgulho das suas conquistas.

Futuro

O perfil dos escolares com melhor desempenho são os que assumem a responsabilidade pela sua própria evolução. Um dos fatores que os motivam é o planejamento do futuro, através de um objetivo de vida concreto e palpável. Em outras palavras, eles já começam a correr atrás dos sonhos desde cedo, se motivando e superando, a cada dia, seus próprios limites.

Com isso, se tornam mais encorajados a organizarem seus compromissos do dia a dia, criando hábitos e comportamentos que contribuem a favor de seu objetivo.

A habilidade de uma criança em sonhar com o futuro é importante para seu desenvolvimento, desperta a criatividade, a imaginação, a expectativa de melhoria de vida, o alcance dos objetivos, os benefícios e as responsabilidade da vida adulta… faz com que ela se sinta importante e inteligente ao desenvolver metas.

O compromisso dos pais nesse sentido é acompanhar e alimentar os sonhos dentro da realidade, conversar frequentemente sobre as responsabilidades que devem ser cumpridas para que no futuro seja uma pessoa bem-sucedida, contar casos de pessoas de sucesso e estimular sua capacidade de gestão e liderança.

Se essas medidas forem tomadas, logo você irá perceber como recuperar notas baixas na escola.

Informação importante: se seu filho disser que deseja ser astronauta quando crescer, JAMAIS diga a ele que isso não é possível ou sequer minimize sua idealização. Nunca imponha suas próprias crenças limitantes a outra pessoa. Se astronautas existem e são pessoas de carne e osso como seu filho, por que ele não pode ser um?

Hipnoterapia

Se mesmo depois de ter tomado um conjunto de medidas e ainda não sabe como recuperar notas baixas, que ainda não foi visto um resultado efetivo, considere a possibilidade de um bloqueio emocional.

Para resolvê-lo com eficácia, recomendo um profissional hipnoterapeuta qualificado, de preferência com especialização infantojuvenil, para atender melhor o caso.

A hipnoterapia é um tratamento totalmente natural e seguro, capaz de ajudar a criança e adolescente a se livrarem da limitação com os estudos, possibilitando um crescimento mais saudável e impedido que a situação se agrave, levando a complicações mais sérias na vida adulta.

Para o pai do Joãozinho, essa foi a melhor opção que encontrou, pois desejava que fosse um tratamento seguro e que possibilitou a melhora não somente das notas, mas também a falta de concentração e a ansiedade apresentadas pelo filho.

E para você, quanto vale a qualidade de vida do seu filho?

Espero que tenha gostado deste artigo. Compartilhe para que outros pais e mães saibam como proceder com as notas baixas dos filhos.

Um abraço!

Graduada em Nutrição e Pedagogia pela UFMS. Hipnoterapeuta OMNI, com formação em hipnoterapia infantojuvenil através do HypnoKids (da mesma instituição). É especialista em depressão em adolescentes e no momento atua exclusivamente como hipnoterapeuta, em Campo Grande – MS.

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